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Homem morto a tiro em tribunal no Paquistão

Estava a ser acusado de se fazer passar por profeta.

Um homem foi assassinado a tiro quando estava a ser julgado por blasfémia num tribunal de Peshawar, no Paquistão. Tahir Ahmad Naseem estava a ser acusado de se fazer passar por profeta, acusação feita por um adolescente em 2018.

No Paquistão, a blasfémia é punível com pena de morte.

Tahir Ahmad Naseem foi morto esta quarta-feira de manhã. O autor do crime foi detido no local e ninguém sabe como conseguiu entrar no tribunal armado.

Awais Malik, o estudante que fez a acusação, contou à BBC que conheceu Tahir Ahmad Naseem nas redes sociais. Mais tarde, marcaram um encontro num centro comercial de Peshawar para discutirem as suas visões sobre a religião. Foi a seguir a esse encontro que o adolescente fez queixa de Tahir na polícia.

Tahir Ahmad Naseem nasceu na seita Ahmedi que, além de ser perseguida no país, é reconhecida oficialmente como não-muçulmana. Mas, de acordo com o porta-voz da comunidade, o homem já não pertencia à seita e afirmava-se como profeta. Referiu também que Naseem era doente mental.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, pelo menos 17 pessoas que foram condenadas pelas leis de blasfémia estão no corredor da morte, outras estão a cumprir penas de prisão perpétua por crimes relacionados.

“O fanatismo religioso está a tornar-se insuportável no Paquistão. As pessoas estão a ser mortas em nome da religião. Não há verificação e equilíbrio. O Governo está claramente silencioso sobre esse assunto. Esse silêncio faz do Governo o culpado”, disse Rehman, porta-voz honorário da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão.

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