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À espera que a pandemia também passe de moda

No campo da investigação científica, há universidades africanas, que procuram responder, de forma pró-activa, aos impactos do Covid19. A informação chega-nos da “voz do ensino superior em África”, a Associação de Universidades Africanas, sediada em Accra (Ghana) e constituída por mais de 367 universidades do nosso continente.

Esta agremiação destaca o Centro Africano de Excelência para a Genómica de Doenças Infecciosas (ACEGID) da Universidade Redeemer, na Nigéria, como sendo, em África, a que lidera, em pesquisas de ponta, a procura para a cura do Covid-19.

Outras universidades africanas há, que constituíram parcerias para responderem de forma emergencial a actual pandemia, bem como à educação e consciencialização das populações, visando medidas preventivas e actividades de diagnóstico. Dentre elas destacam-se os Serviços de Saúde da Universidade do Ghana e o Instituto Memorial de Pesquisa Médica Noguchi. Por seu turno, a Universidade de Makerere, no Uganda, desenvolveu um site, com o intuito de fornecer à África informações sustentadas em pesquisas sobre Covid-19.

Também a Universidade de Cape Coast, no Ghana, tem sido bastante elogiada, por ter sido uma das primeiras universidades africanas a levar a cabo acções decisivas, tendentes à contenção da propagação do vírus, enquanto a Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, abriu uma “sala de crise” para combater o surto do coronavírus.

No campo do Ensino Superior, já o ex-director-geral da UNESCO, Prof. Frederico Mayor, desde o início da década de 90, afirmava que África não deveria deixar-se atrasar em matéria de meios tecnológicos modernos. Pelo contrário, deveria proceder à introdução da informática nos seus sistemas educativos. Sublinhava ainda que “não dar à juventude africanas essa possibilidade de acesso às ciências informáticas, equivalerá a criar-lhes um grave ‘handicap’ que as distanciaria da juventude de quase todos os outros países”.

Atendendo à velocidade que se processa à evolução tecnológica, quanto mais tempo se leve a introduzir o ensino informático nas escolas africanas, maior será o fosso que separa os países industrializados daqueles que, desesperadamente, procuram essa via.

Num continente, onde as distâncias representam um enorme obstáculo à comunicação entre homens e instituições, Frederico Mayor considerava que “seria uma verdadeira aberração” não se utilizar a transmissão da imagem à distância para fins pedagógicos. Neste campo, a UNESCO dispõe de uma “rica e diversificada experiência disponível para aplicação em África” e o Banco Mundial, já em 1990, manifestava a sua opinião favorável à implementação de programas de ensino à distância, como uma das políticas fundamentais para o desenvolvimento de uma estratégia educativa no continente africano.

Citando informações da UNESCO, em «Regional Survey on Distance Education in África» [Pesquisa Regional sobre Educação à Distância em África], o sociólogo Hermano Carmo, à entrada deste milénio, refere-se à existência de 65 organizações de ensino à distância, existentes em 34 países do nosso continente:

– Com uma organização e um total de 22 países: Angola, Argélia, Benim, Botswana, Burundi, Chade, Egipto, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Niger, S. Tomé e Príncipe, Senegal, Seychelles, Serra Leoa, Sudão, Togo e Zâmbia;

– Com duas organizações e um total de 5 países: Camarões, Ghana, Tunísia, Zaire e Zimbabwe;

– Com 3 organizações, os seguintes 2 países: Quénia e Maurícias;

– Com 4 ou mais organizações: Suazilândia e Tanzânia com 4, República da África do Sul com 5 e Lesoto e Nigéria com 7.

Daí que, entre outras medidas, a Associação de Universidades Africanas, não só insta as instituições de ensino superior africanas a respeitar as recomendações dos governos em relação à pandemia da Covid-19”, como, também, as orienta “a agir com urgência na implementação de métodos alternativos de ensino e aprendizagem, com recurso à tecnologia e outras técnicas de ensino à distância”.

Daí que, entre outras medidas, a Associação de Universidades Africanas, não só insta as instituições de ensino superior africanas a respeitar as recomendações dos governos em relação à pandemia da Covid-19”, como, também, as orienta “a agir com urgência na implementação de métodos alternativos de ensino e aprendizagem, com recurso à tecnologia e outras técnicas de ensino à distância”.

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