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Igreja Tocoísta assinala 71 anos

A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta) assinala, este sábado, 71 anos desde a sua fundação, numa altura em que continua apostada na expansão do evangelho.

Relembrada a 25 de Julho de 1949, pelo profeta angolano Simão Toco, a instituição religiosa é reconhecida pelo Estado Angolano, desde 1992.

Entretanto, o seu primeiro reconhecimento, como movimento religioso, foi feito em 1974, ainda durante o regime colonial português, depois do regresso de Simão Toco dos Açores, Portugal, onde esteve desterrado por 12 anos.

A propósito da efeméride, o líder espiritual da Igreja, Bispo Afonso Nunes, afirmou à ANGOP que a organização tem cumprido, ao longo dessas décadas, o seu papel social e eclesial.

Conforme o religioso, a Igreja Tocoísta é precursora dos movimentos independentistas em África, tendo, à semelhança dos poderes políticos, lutado pela dignidade do africano.

“Tivemos de sofrer muito para alcançar o prestígio de que hoje desfrutamos”, exprimiu Dom Afonso Nunes, reiterando que, apesar da Covid-19, têm cumprido com as suas obrigações.

Para o líder religioso, o ano de 2020 representa um período de teste para a humanidade, tendo apelado aos fiéis para acatarem todas as orientações das autoridades sanitárias.

A propósito da pandemia, disse que tem servido para as famílias estarem mais unidas, daí apelar para maior solidariedade entre os angolanos.

Questionado sobre as principais dificuldades da Igreja, decorrentes das restrições impostas pelo Coronavírus, lamentou o cancelamento de 200 contratos com professores, por falta de verbas.

“É com muita tristeza que tivemos de cancelar os contratos com 200 trabalhadores, entre docentes e pessoal administrativo dos nossos estabelecimentos escolares, por falta de verbas, uma vez que as aulas foram canceladas”, disse.

Para o bispo Afonso Nunes, apesar de a Igreja Tocoísta ser uma instituição solidária, não teve outra solução para evitar o acumular de meses sem pagamento dos respectivos salários.

No entanto, anunciou que se estão a preparar para os desafios do pós-pandemia, entre os quais a construção de mais 20 salas de aulas para o Instituto Superior Tocoísta (ISPT).

De igual modo, a Igreja dará seguimento à execução de projectos agropecuários, nas províncias do Uíge, Benguela, Cabinda e Moxico.

Conforme Afonso Nunes, os projectos sociais da província do Uíge estão em fase mais adiantada, por ter sido mais fácil a aquisição dos títulos de concessão de terras.

Disse estarem em preparação mais de 50 hectares para o cultivo de vários produtos para a criação de gado bovino, sem precisar números.

Afonso Nunes apelou à sensibilidade das autoridades das outras províncias, no sentido de seguirem o exemplo do Uíge e facilitarem a materialização dos respectivos projectos.

Em relação às obras do templo sede da Igreja, construído em Luanda, perspectivou o seu término no mês de Novembro do ano em curso, caso a empresa contratada cumpra com os prazos estabelecidos no contrato.

Apontou, por outro lado, a construção de um templo na cidade de Kinshasa (RDC), inicialmente prevista para ser inaugurada este ano, cuja programação teve de ser adiada, devido à pandemia do coronavírus.

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