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Fé, religião e luta de poder

Conforme uma passagem bíblica deixada por Jesus Cristo, há mais de dois mil anos, é pelas obras que se manifesta a fé e se conhece, efectivamente, os verdadeiros adoradores.

Na prática, facilmente se percebe a dimensão dessa velha profecia, de tão crítica que se mostra, nos últimos tempos, a “vida” espiritual e administrativa de várias instituições religiosas.

É cada vez mais comum ouvir-se, nas igrejas, denúncias de violações à Lei e aos fundamentos teológicos, que dão azo a divisões e ao surgimento de novos movimentos religiosos.

Ganância, injustiças e lutas de poder estão entre as denúncias que resumem quão “insípidos” se tornam alguns grupos religiosos, cuja matriz se fundamenta na teoria da prosperidade.

Nos dias de hoje, há, inclusive, religiões acusadas de não medir a meios, nem respeitar os fundamentos do perdão e amor ao próximo, quando em causa estiver a defesa do lucro.

É, exactamente, isso que parece animar a agenda de alguns líderes religiosos estrangeiros cujas igrejas têm forte implantação em Angola, que vivem sob o prisma da desconfiança constante.

São, essencialmente, instituições que operam como “verdadeiras máquinas financeiras”, bem relacionadas e com milhares de fiéis, na sua maioria pobres, em busca de prosperidade.

Algumas delas estão em Angola há várias décadas, com “luxuosos” templos construídos com dízimos e ofertas dos fiéis, mas com um quase nulo investimento em infra-estruturas sociais.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é uma das denominações religiosas estrangeiras que sofre, actualmente, esse clima de suspeição e de aparente divisão, com dois grupos a brigarem pela liderança da instituição, fundada no Brasil, em 09 de Julho de 1977

A IURD atravessa uma das mais complexas etapas da sua história em Angola, com bispos e pastores (angolanos e brasileiros) mergulhados num autêntico “fogo cruzado”, desde 2019.

Esta igreja enfrenta processos judiciais e assiste a um movimento de contestação cada vez mais intenso, que põe responsáveis da estrutura directiva, afectos aos dois países, em rota de colisão.

Trata-se de um processo de desfecho imprevisível, que já começa a afectar a fé de milhares de fiéis, pondo, inclusive, em causa relações de amizade e irmandade que transcendem a religião.

É sobre a trajectória dessa denominação religiosa que a ANGOP produz este dossier, com detalhes sobre nuances da sua implantação, do papel social e eventual destino no país.

Os textos que se seguem visam abrir espaço para uma ampla reflexão sobre a capacidade de influência da igreja de Edir Macedo, sobre a sua relação com o Estado e sobre a forma como aplica os dízimos, ditos milionários, a favor da prosperidade dos fiéis, particularmente angolanos.

Entre em contacto neste dossier com as razões de fundo que levam ao acirrar da crise na IURD e como se pode perspectivar o final desse “braço-de-ferro”, sem pôr em causa as relações de amizade e cooperação entre Angola e o Brasil, estabelecidas desde 1975.

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