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Covid-19: Mais 36 infectados e quatro mortos elevam Angola aos 900 casos

O secretário de Estado da Saúde Pública anunciou este sábado na habitual conferência de imprensa de actualização de dados sobre a covid-19 no País que foram testadas positivamente mais 36 pessoas nas últimas 24 horas. Franco Mufinda informou também a existência de mais quatro mortes, entre elas um jovem de 14 anos, e um recuperado.

As localidades mais afectadas são Belas, Maianga, Rangel e Ingombota, disse Franco Mufinda, informando que os infectados, 14 do sexo feminino e 22 do sexo masculino, têm idades entre os 22 e os 63 anos.

Quanto às mortes registadas nas últimas horas, três homens e uma mulher, tinham entre os 14 e os 63 anos.

Com os 36 novos testes positivos, o País soma 916 casos positivos, 635 dos quais activos, 39 óbitos e 242 recuperados. Há 12 pessoas em estado grave, declarou o secretário de Estado da Saúde Pública.

Nas últimas 24 horas foram processadas 311 amostras. Até à data foram recebidas 58.323 amostras, das quais 916 foram positivas. Foram ainda realizados 311 testes rápidos, 37 dos quais reactivos.

Até à data foram realizados 29.642 testes rápidos, dos quais 1555 reactivos, o que se traduz em 5 pessoas reactivas por cada 100 testes feitos.

O vírus, o que é e o que fazer, sintomas

Estes vírus pertencem a uma família viral específica, a Coronaviridae, conhecida desde os anos de 1960, e afecta tanto humanos como animais, tendo sido responsável por duas pandemias de elevada gravidade, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida de dromedários para humanos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), transmitida de felinos para humanos, com início na China.

Inicialmente, esta doença era apenas transmitida de animais para humanos mas, com os vários surtos, alguns de pequena escala, este quadro evoluiu para um em que a transmissão ocorre de humano para humano, o que faz deste vírus muito mais perigoso, sendo um espirro, gotas de saliva, por mais minúsculas que sejam, ou tosse de indivíduos infectados o suficiente para uma contaminação

Os sintomas associados a esta doença passam por febres altas, dificuldades em respirar, tosse, dores de garganta, o que faz deste quadro muito similar ao de uma gripe comum, podendo, no entanto, evoluir para formas graves de pneumonia e, nalguns casos, letais, especialmente em idosos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado, doentes crónicos, etc.

O período de incubação médio é de 14 dias e durante o qual o vírus, ao contrário do que sucedeu com os outros surtos, tem a capacidade de transmissão durante a incubação, quando os indivíduos não apresentam sintomas, logo de mais complexo controlo.

A melhor forma de evitar este vírus, segundo os especialistas é não frequentar áreas de risco com muitas pessoas, não ir para espaços fechados e sem ventilação, usar máscara sanitária, lavar com frequência as mãos com desinfectante adequado, ou sabão, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, evitar o contacto com pessoas suspeitas de estarem infectadas.

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