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Oposição acusa MPLA de usar covid-19 para tirar vantagens políticas

Os partidos políticos da oposição insistiram hoje, quarta-feira, 22, que a pandemia da covid-19, não pode adiar a agenda das eleições autárquicas anunciadas para este ano pelo Presidente da República, João Lourenço.

A inquietação da oposição surgiu por não constar na agenda da plenária o projecto de Lei da Institucionalização das Eleições Autárquicas, um diploma que divide o MPLA e a oposição no que diz respeito à realização das autárquicas.

O MPLA defende gradualismo territorial para a realização das eleições autárquicas e a UNITA defende que o processo tenha lugar em todo o território.

O principal partido da oposição diz que a desculpa do partido no poder “é para a continuação da centralização da governação e da delapidação do erário público”.

“O ano está prestes a finalizar. Na agenda de hoje consta o ponto menos importante no que diz respeito à realização das eleições autárquicas em Angola. Temos hoje aqui a proposta de Lei sobre os Símbolos das Autarquias que deveria ser o último documento”, observou o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka.

A UNITA acusou ainda o partido no poder de estar a aproveitar a crise da covid-19 para ganhos políticos.

“São só os do MPLA que vão às províncias para falar com a população e excluem os dirigentes da oposição”, acrescentou.

O líder do grupo parlamentar da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, que exige também a realização das eleições autárquicas este ano, disse que “o Estado angolano é uma pessoa de bem, baseado na dignidade da pessoa humana e com o objectivo fundamental de construir uma sociedade justa, solidária e de progresso social”.

“Com as autarquias, caberá ao Estado angolano a protecção de cidadãos em situação crítica, devendo recorrer a todos os meios e mecanismos conducentes ao seu amparo social”, frisou.

O presidente da FNLA, solidário com os seus colegas da oposição no que diz respeito à realização das eleições autárquicas, lamentou que “África, um continente abarrotado de riquezas, continue a viver de empréstimos das instituições financeiras internacionais”.

“África continua a enfrentar os mesmos problemas de base, que culminaram em diversos conflitos que dilaceram o continente, provocando cada vez mais a regressão económica e social”, concluiu.

Reagindo às inquietações da oposição, o líder do grupo parlamentar do MPLA, Américo Cuononoca, disse não compreender a preocupação dos seus colegas, já que a Assembleia Nacional não encerrou o debate sobre o pacote legislativo autárquico.

“O pacote legislativo autárquico está em debate no Parlamento, tão longo estejam criadas as condições, os órgãos competentes vão convocar as eleições autárquicas”, tranquilizou.

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FonteNJ
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