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A Doença dos Partidos-Estado Africanos

MPLA, FRELIMO, ZANU-PF e ANC. Os partidos-Estado de Angola, Moçambique, Zimbabué e África do Sul (respectivamente) têm em comum os laços históricos de auxílio e a ideologia (bebida da ex-URSS e Bloco de Leste e convenientemente trocada ao longo dos seus percursos por um capitalismo estatizado, em que os capitalistas são geralmente membros das elites políticas e/ou militares). Hoje, têm também em comum um futuro ameaçado. 

A ameaça não é tanto política ou eleitoral – embora o ANC, sujeito a um sistema eleitoral independente, venha perdendo votos de eleição para eleição – mas sobretudo de perda de controlo da segurança interna, na sequência da actual crise social e económica.

Em Harare, acumulam-se rumores de um possível golpe de Estado contra Emmerson Mnangagwa. Na África do Sul, milhares de trabalhadores abandonam as cidades e voltam para as suas zonas de origem no interior, depois de perderem os seus empregos.

Em Luanda e em Maputo, a situação social agrava-se de dia para dia, e acumulam-se os relatos de desemprego e de dificuldades de subsistência, mesmo entre uma classe média privada de negócios ou emprego.

A Associação de Instituições de Ensino Superior Privado Angolanas estima que 14 mil postos de trabalho serão perdidos devido à recente decisão de suspender o pagamento de propinas, que deixou sem receitas as universidades que não vivem do Orçamento de Estado.

Nas últimas décadas, os partidos-Estado da África Subsaariana sobreviveram ao Apartheid, a guerras civis, a sucessivos escândalos de corrupção, à crescente desigualdade entre ricos e pobres e à incapacidade de melhorar serviços básicos como a Saúde e Educação nos seus países. Serão agora capazes de sobreviver à crise económica e social trazida pelo Coronavirus?

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