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Luandenses insistem na violação de normas

Volvidos quase dois meses desde a entrada em vigor do Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública em Angola, vários cidadãos, na província de Luanda, continuam negligentes em relação às medidas de prevenção contra a Covid-19.

O uso incorrecto de mascaras e a falta de distanciamento físico, obrigatórios para evitar a proliferação do coronavírus, estão entre as principais violações observadas na capital.

Embora a maior parte dos cidadãos use mascaras, muitos ainda circulam pela via pública com o nariz e boca descobertos, principalmente nas zonas peri-urbanas e periféricas.

Mas, em sentido contrário, há milhares de cidadãos, particularmente comerciantes, que não medem esforços quando o assunto é prevenção contra a pandemia do novo milénio.

No município do Kilamba Kiaxi, por exemplo, os vendedores do Mercado do Golf II tentam a todo o custo manter o distanciamento e cumprir as medidas de biossegurança.

Conforme João Paulo, vendedor de telemóveis, os vendedores estão conscientes da importância do uso obrigatório de mascara e da necessidade do distanciamento social.

O lotador de táxi na paragem do Golf II (Rua Pedro Castro Van Dunem “Loy”) Jorge Ngunza diz que, apesar das enchentes ao longo desta via, no período das 06h00 às 17h00, têm tido o cuidado de alertar aos passageiros sobre as medidas de biossegurança.

Já Maria Gastão, residente da Vila Estoril e praticante de exercício físico, refere que, devido a presença da Polícia e alguma tomada de consciência dos moradores, a prática desta actividade é feita nos passeios sempre obedecendo as normas de segurança.

A responsável da Direcção de Transportes Tráfego e Mobilidade do Kilamba Kiaxi, Lorena de Castro, afirma que a administração local reforçou as medidas de segurança, sublinhando que foram colocados recipientes de água para a lavagem das mãos.

Município de Luanda

Entretanto, no distrito urbano da Maianga, município de Luanda, centenas de jovens continuam a não observar as medidas de prevenção contra a Covid-19 quando praticam exercícios.

O incumprimento é mais frequente no bairro Rocha Pinto, campo Multiuso da Avenida 21 de Janeiro, onde se nota, diariamente, proximidade entre as pessoas e falta ou mau uso de mascaras.

No mercado do Catinton, o maior da circunscrição, com mais de mil e 500 vendedores, as medidas de biossegurança estão a ser observadas, com a higienização das mãos e distanciamento físico.

Município de Viana

Em Viana, alguns munícipes, praticantes de exercícios físicos, continuam a desrespeitar as medidas preventivas de combate à Covid-19, praticando actividade física nas pedonais em aglomerados.

A Angop constatou esse cenário nas pedonais das passagens de nível nos arredores do Gamek, do Grafanil e do antigo Bar, distrito da Estalagem, que vários munícipes, dos 16 aos 40 anos, continuam a utilizar para a prática de exercícios sem a devida protecção.

Nas paragens de táxi da Robaldina, Bela Vista e do Bar, os passageiros não se preocupam com o distanciamento físico, principalmente nas horas de ponta.

Já no mercado do Sucupira, localizado no distrito urbano do Kalawenda, no limite entre o município de Viana e Cazenga, as vendedoras insistem em comercializar os produtos ao longo da rua, em péssimas condições de higiene e salubridade.

Cazenga

Já no município do Cazenga, os responsáveis dos mercados continuam a intensificar as medidas de biossegurança, para manter a segurança sanitária, reduzindo o número de vendedores.

A primazia vai para os que comercializam produtos da cesta básica.

Conforme o administrador do mercado do Asa Branca, Cláudio Manuel, o espaço tem capacidade para mais de duas mil vendedoras, mas foi reduzido para mil e 200, para assegurar o distanciamento físico.

De igual modo, foram colocados recipientes nas entradas, para a lavagem das mãos com água e sabão, e fiscais para obrigar as pessoas a fazerem o uso correcto das mascaras.

Por sua vez, o administrador do mercado dos Cuanzas, Arsénio Gonçalves, diz existirem restrições de alguns serviços, adiantando que o número de vendedores reduziu de quatro mil para mil e 200.

Segundo Custodia Vemba de Assunção e Florentino Simões, vendedores do Asa Branca e dos Cuanzas, respectivamente, tem havido a passagem regular de mensagens sobre o uso de máscaras e lavagem das mãos, por parte dos fiscais e agentes comunitários de saúde.

No mercado do Kicolo, que alberga mais de seis mil vendedores, foram montados 12 pontos para a lavagem das mãos com equipas de fiscais que supervisionam os vendedores e clientes.

De acordo com o director municipal da Saúde no Cazenga, Zola Messo, foram criadas equipas técnicas para sensibilizar a população para cumprir as normas de segurança.

Segundo o responsável, no segundo trimestre do ano em curso foram realizadas três mil 851 campanhas de sensibilização, num universo de 11 mil 521 famílias, desde os mercados até as zonas residenciais.

O comandante municipal da Polícia, Joaquim da Conceição, desencoraja a prática de exercícios físicos colectivos e fora dos horários estipulados nas pedonais, nas imediações da Mediateca “Zé Dú”, administração municipal e rotunda da Fiaco (TCUL), por não permitirem o distanciamento.

O presidente da Associação dos Taxistas de Angola, Francisco Paciente, exorta os filiados a acatarem o que está estipulado e a exigirem que os passageiros viagem com as respectivas máscaras.

A Polícia de Trânsito, entre outras actividades ligada à fiscalização, certifica o cumprimento da lotação (50 por cento), o uso das máscaras e o distanciamento, sendo o maior problema nas paragens de táxis.

A propósito, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação Provincial do Ministério do Interior em Luanda, Hermenegildo de Brito, diz que a Polícia Nacional está a actuar com rigidez e pedagogia, nesse novo período, contra os infractores.

À luz do Decreto Presidencial nº 184/20, de 08 de Julho, que estabelece as novas normas da Situação de Calamidade Pública, a prática desportiva individual não pode agrupar mais do que cinco pessoas, em Luanda e no município do Cazengo.

A violação dessa medida especial, imposta aos cidadãos dessas duas localidades, dá lugar à aplicação de multa, que varia entre cinco mil e 10 mil kwanzas.

Para o sociólogo Abel Chico Joaquim, há necessidade de a população evitar os ajuntamentos sociais e cumprir os apelos das autoridades sanitárias e da ordem pública.

Para o personal trainer António Manuel, o exercício físico é benéfico para o ser humano, mas sem violar as disposições contidas no Decreto Presidencial.

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