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Grupo de milionários quer que os mais ricos ajudem a pagar a crise

Signatários de uma carta aberta, entres os quais o co-fundador da cadeia de gelados norte-americana Ben&Jerry, Jerry Greenfield e o realizador britânico Richard Curtis, defendem a criação de uma taxa especial.

Um grupo de 83 milionários propõe a aplicação “imediata” de uma taxa aos mais ricos do planeta de “forma permanente” para contribuições que possam ajudar a minimizar os efeitos da crise provocada pela pandemia de covid-19.

“Agora que a crise de covid-19 atingiu o mundo, os milionários como nós desempenham um papel essencial para curar o mundo”, afirmam os signatários numa carta aberta, entres os quais o co-fundador da cadeia de gelados norte-americana Ben&Jerry, Jerry Greenfield e o realizador britânico Richard Curtis.

A carta aberta é difundida antes da reunião dos ministros das Finanças do G20 e da cimeira extraordinária para o relançamento económico da União Europeia, esta semana.

“Apelamos aos governos a aumentar os impostos a pessoas como nós, de forma substancial e permanente”, declaram no documento.

“Não somos nós que tratamos das doenças nas unidades de cuidados intensivos. Não somos nós que conduzimos as ambulâncias que transportam os doentes aos hospitais. Não somos nós que trabalhamos no abastecimento dos supermercados ou que entregamos comida de porta em porta”, escreve o grupo que se denominou “Milionários pela Humanidade”.

Até ao momento os subscritores que constam da lista no portal do grupo na Internet são maioritariamente norte-americanos e britânico. Não consta na lista qualquer nome português.

“Nós temos muito dinheiro. O mundo precisa de dinheiro agora e nos próximos anos” para enfrentar a crise cujo impacto “vai durar dezenas de anos” e que pode “atirar milhões para situações de pobreza”, afirmam na carta aberta.

“Os problemas causados pela pandemia de covid-19 não podem ser resolvidos com caridade. Os chefes de governo devem assumir a responsabilidade de arrecadar os fundos e gastá-los de maneira justa” para o financiamento adequado dos sistemas de saúde, as escolas, e garantir a segurança, afirmam os 83 milionários de todo o mundo.

Os subscritores frisam que deve ser implementado um aumento de taxas, de forma permanente sobre as maiores fortunas do planeta.

“Gente como nós”, referem.

A epidemia global de covid-19 pode vir a provocar uma recessão histórica em todo o mundo, obrigando os governos a dispensar elevadas quantidade de capital em ajuda a empresas atingidas pela paralisação da economia provocada pelo confinamento.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Produto Interno Bruto (PIB) mundial vai sofrer uma quebra de 06% em 2020 e 7,6% no caso de se verificar uma segunda vaga epidémica.

No passado, milionários como Warren Buffet e Bill Gates já sugeriram tributações especiais aos mais ricos do mundo.

Em 2019, um pequeno grupo de milionários norte-americanos e empresários, tais como George Soros e o co-fundador da plataforma digital Facebook, Chris Hughes, assim como os herdeiros da Disney e da cadeia Hyatt, entre outros, publicaram um documento em que apoiam uma proposta semelhante sobre taxas aos mais ricos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 566 mil mortos e infectou mais de 12,79 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.660 pessoas das 46.512 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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