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Angola: Aumentam agressões a jornalistas

Aumentam em Angola os episódios de agressão física e verbal envolvendo jornalistas no desempenho da suas actividades.

Em Fevereiro deste ano dois jornalistas da Palanca TV foram agredidos por agentes da polícia, em Luanda, enquanto cobriam um acto protesto público.

Ainda em Luanda um jornalista da Rádio Despertar foi agredido por desconhecidos em circunstancias estranhas quando saía do seu local de trabalho para casa.

No Namibe o jornalista Armando Chicoca foi acusado de crimes de violação dos limites da liberdade de imprensa e injúria contra agentes, depois de reportar a agressão contra a jornalista Carla Miguel da Televisão Pública de Angola agredida pela equipa de segurança pessoal do governador provincial Archer Mangueira

Recentemente um jornalista da TV Zimbo e uma colega do jornal o País, Maria Teixeira, foram alvo de medidas de intimidação por terem colocado perguntas que terão incomodado a Porta-voz da Comissão Multisectorial de Combate ao Covid-19, a Ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta.

Pelos factos, os profissionais exigiram um pedido de desculpas públicas da parte da governante.

André Sibi, Presidente da Associação de Comunicólogos Angolanos entende que a situação desagradável que se criou com incidente envolvendo a Ministra da Saúde e a profissional, coloca em perigo a liberdade de expressão dos jornalistas, pelo que, apela à flexibilidade e à harmonia nas relações entre os jornalistas e os governantes.

“Estas situações não abonam porque demonstram que as relações não são as que se esperam e, sobretudo quando existem sentimentos de reserva, tal como se fez passar”, disse.

O também docente do interesse público daqueles que não têm a possibilidade de o fazer.

André Sibi aponta como desagradáveis os pronunciamentos que tendem a considerar os jornalistas “persona non grata”, quando estes no exercício das suas funções não agradam os governantes.

“As coisas não podem ser vistas neste sentido. É importante chamar atenção para que o jornalista possa fazer o seu trabalho com toda responsabilidade necessária longe de qualquer promiscuidade e o entrevistado deve saber posicionar-se para evitar situações menos boa”, disse afirmando ainda que “o entrevistado deve compreender que no exercício das suas actividades o jornalista pode querer ir além na busca de informação de interesse geral”.

Ao comportamento da Ministra da Saúde em relação à Jornalista Maria Teixeira, Fernando Guelengue, CEO do Portal Marimba Selutu e Secretário Executivo da ACA-Associação Científica de Angola- considera um atropelo grave ao direito à liberdade de expressão, a liberdade de pensamento e do livre exercício do jornalismo em Angola.

“É necessário acabar com este problema de violação da liberdade de expressão e do livre exercício do jornalismo com a responsabilização da Ministra da Saúde”, disse.

O Jornalista entende que por se tratar de uma governante devia ser de exemplo para a sociedade.

Quem exerce cargo público deve respeitar o trabalho dos profissionais de jornalismo e perceber que decorre das suas atribuições a prestação de contas a vários níveis, entre estes com a imprensa que é um intermediário entre a população e os governantes.

Por isso, o Presidente da Associação de Angola Comunicólogos de Angolanos defende a cordialidade na relação entre ambos.

“O que se pode apelar é para que haja compreensão e cordialidade para se evitar situações de agressão entre os jornalistas e as fontes de informação”, disse

Fernando Guelengue, Jornalista e CEO do Portal Marimba Selutu, uma plataforma digital especializada em notícias de cultura disse que as autoridades “não podem olhar para os profissionais como inimigos quando estes colocam questões incómodas, sob pena de transparecer perseguição”.

Guelengue disse que os dirigentes de cargos públicos deviam ser treinados a lidar com os mídia “para saberem como se posicionar diante da imprensa, como trabalha a imprensa e que posição pública deve tomar quando está diante da mídia”.

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