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Cerco “apertado” no Zenza do Itombe: Camiões e ligeiros à espera nos pontos de saída e entrada

No posto de controlo do Zenza do Itombe, província do Cuanza-Norte, na Estrada Nacional Nº 230, que liga Luanda ao Leste do país, era visível a longa fila de camiões contentorizados, nos dois sentidos, a aguardar o“sinal verde” para seguir viagem.

Longas filas de camiões e ligeiros foi o cenário registado, ontem, em vários pontos de saída e entrada de Luanda. Na localidade de Maria Teresa, além de camionistas e outros automobilistas, estavam dezenas de cidadãos perfilados para o teste, na tentativa de atravessarem a cerca sanitária.

O ministro de Estado Adão de Almeida reafirmou que ninguém deve entrar ou sair das áreas sob cerca sanitária (Luanda e município de Cazengo, no Cuanza-Norte), que não seja para levar bens essenciais, doentes ou ajuda humanitária.

Zenza do Itombe é um dos principais pontos de entrada e saída de Luanda. No local a regra é não permitir que nenhum cidadão passe a barreira, sem antes apresentar o teste negativo da Covid-19, a credencial que o autoriza a levar a mercadoria e os documentos pessoais e da viatura. São medidas de prevenção e combate à pandemia.

Mais de 25 efectivos das Forças de Defesa e Segurança estavam destacados no local, cumprindo as medidas de biossegurança. Armados até aos “dentes”, não deixavam dúvidas: o cerco está apertado.

O objectivo é não dar tréguas aos que desejam passar a fronteira sem apresentar os documentos exigidos à luz do Decreto Presidencial que estabelece as excepções às entradas e saídas nas zonas sob cerca sanitária.

No lado esquerdo da fronteira do Zenza do Itombe está o posto comando da Polícia Nacional, com várias mesas montadas para rastrear todos os cidadãos que saíam e entravam para Luanda. A maioria são camionistas que pretendia chegar às províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Bié, Huambo, Lunda-Sul e outras.

Aos automobilistas era feita a medição da temperatura e de seguida apresentavam toda a documentação pessoal e da viatura. Alguns, sobretudo, os que saíam de Luanda, não tinham os testes negativos da Covid-19. Esperavam fazê-lo neste ponto fronteiriço. Mas, às 16h00, já não havia testes. As reservas tinham terminado no período da manhã.

Este foi o caso de Pedro Afonso. Para não provocar transtornos, as autoridades optaram por autorizar a viagem, mesmo sem a confirmação do teste negativo da Covid-19. “Tentei várias vezes fazer o exame em Luanda, mas não consegui”, explicou.

Com o camião carregado de frango, tinha como destino a província da Lunda- Sul. “É uma questão de Saúde Pública e tenho de cumprir as orientações das autoridades sanitárias. Vou fazer o teste assim que encontrar uma equipa da Saúde no caminho”, assegurou.

Pedro Epalanga, outro camionista, também foi rastreado. Elogiou o trabalho realizado, mas defendeu que o posto de controlo do Zenza do Itombe deve ter equipas permanentes do Ministério da Saúde e com quantidades suficientes de testes rápidos da Covid-19 para quem estiver a sair de Luanda.

“Se os camiões pararem, a verdade é uma: o país `morre´”, atirou, visivelmente chateado com o tempo de espera para ser atendido. Com destino a província de Malanje, para onde levava produtos da cesta básica, Epalanga também não conseguiu fazer mais cedo o tão desejado teste rápido da Covid-19, para seguir viagem sem grandes constrangimentos.

Motorista de uma empresa de transporte de mercadorias, António Henrique saía de Luanda em direcção à província do Bié. À semelhança de outros camionistas, também reclamou da demora na inspecção dos documentos, apesar de ter o teste negativo. “Fiz o teste ontem no Mercado do Asa Branca e é negativo” disse, enquanto apresentava o documento aos técnicos de Saúde no local.

Por outro lado, elogiou a barreira montada para travar a propagação do vírus, mas defende melhor organização na inspecção da documentação. “É muito tempo de espera e temos comida para fazer chegar às populações do interior”, referiu.

Armando Lopes passou a noite, de sexta-feira para Sábado, no posto de controlo do Zenza do Itombe, apesar de ter o teste da Covid-19. Segundo ele, foi travado depois da inspecção, porque tinha a credencial passada pela empresa caducada.

“Tive de aguardar o envio de outro documento que me permite chegar a Lucapa, na Lunda-Norte”.

António Simplista partiu de Luanda às 14h30, depois de fazer o teste da Covid-19, no Mercado do Asa Branca.Morador do Cazenga, teve de chegar ao local às 5h00 da manhã e só conseguiu ter o resultado negativo às 14 horas.

“Na quinta-feira fomos obrigado s a regre ssar aLuanda porque não tínhamos os testes, o que criou-nos constrangimentos porque trabalhamos com comida. O destino é levar mercadoria à Biocom, no município de Cacuso, em Malanje”, disse.

Casos “positivos” Nos testes rápidos serológicos realizados na sexta-feira, pelas autoridades sanitárias, foram detectados oito casos positivos da Covid-19, tendo sido também realizado o exame de Biologia Molecular RT-PCR nasofaringe com a zaragatoa a fim de aferir os resultados definitivos.

Uma fonte ligada às Forças de Defesa e Segurança revelou que entre os casos positivos estão sete nacionais e um chinês, provenientes da província de Malanje. Os suspeitos foram levados pelas equipas de resposta rápida do Ministério da Saúde e já cumprem quarentena institucional numa das unidades hoteleiras em Luanda. No total, até ontem, tinham sido realizados 240 testes rápidos.

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