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A luta pela sobrevivência dos migrantes na Itália

O cenário pós-comfinamento é cheio de desafios também para os migrantes no sul de Itália. A maioria não tem consigo a família, acesso à internet ou à informação, não tem nada em que se possa apoiar e durante o tempo de inactividade forçada muitos viram-se chegar abaixo do limiar da pobreza, ainda que a fruta e os legumes, nos campos italianos, precisassem ser colhidos.

O enviado da euronews, Luca Palamara, foi a Castel Volturno, no sul de Itália, “a chamada capital africana da Europa”, como o próprio explica, e onde vive uma comunidade de cerca de 6.000 migrantes, a maioria de países da África-subsaariana, que neste momento luta “para sobreviver”.

As regras criadas pelo governo, para lhes permitir obterem autorização de residência não resolveram o problema da maioria. Estes migrantes são alvos fáceis e por isso, são explorados, são mal pagos, cobram-lhes o alojamento.

Uma situação que atraiu o interesse de organizações criminosas que procuram ganhar dinheiro às custas destas pessoas vulneráveis. Alguns empregadores exigem-lhes dinheiro para obterem autorização de residência.

“O seu desespero económico também começou a ser explorado. Há pessoas que procuram os migrantes e pedem-lhes 5.000 ou 6.000 euros para regularizar a situação, Os migrantes dizem que não têm dinheiro porque não trabalharam devido ao bloqueio. Então, essas mesmas pessoas, oferecem aos migrantes contactos de amigos que lhes podem emprestar o dinheiro, a taxas ridículas”, afirma Luca Castaldi, responsável pela área da imigração na Caritas Caserta.

Mas quando os trabalhadores não se qualificam para regularizar a sua situação veem-se forçados a abandonar o trabalho e a passar para um sector diferente, como explica Semplice Mbala, mediador na Caritas Caserta:

“Há pessoas que trabalham no sector da construção há vários anos e que deixam os empregos para encontrar outro no agrícola, para que possam ter um contrato de trabalho e tratar da sua situação. Acho que isso deve ser modificado”.

Ainda assim, no país existe, há 10 anos, uma cooperativa criada por um grupo de migrantes da África Subsaariana, que lutaram contra a exploração e a vida em más condições.

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