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Balanço DGS: Mais duas mortes e 443 casos, 74% em Lisboa e Vale do Tejo

Portugal regista 1.631 óbitos e 44.859 casos confirmados de Covid-19. Mais 269 pessoas foram dadas como recuperadas, nas últimas 24 horas, e a taxa de letalidade desceu para 4,6%. Número de casos activos volta a aumentar (13.514 no total).

Portugal regista 1.631 mortes (mais duas que na terça-feira) e 44.859 (mais 443, o número diário mais alto desde 28 de Junho e que supõe um aumento de 1%) confirmados de infecção com Covid-19, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Uma das mortes e 327 (73,81%) dos novos diagnósticos ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, que é, neste momento, o epicentro da pandemia em Portugal, com um total de 21.256 casos confirmados.

O relatório desta quarta-feira, com dados actualizados até às 00h00 de terça, mostra uma subida de 269 no número de recuperados, para um total de 29.714 (66,24% dos casos confirmados). O número de casos activos sobe para 13.514 (mais 172).

A taxa de letalidade desce para 3,6%.

Desde o dia 1 de Janeiro, registaram-se 396.521 casos suspeitos. O relatório revela, ainda, que 1.496 casos ainda aguardam os resultados dos testes laboratoriais e mais de 33 mil pessoas estão sob vigilância das autoridades sanitárias.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (821), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (514), da região Centro (248), do Alentejo (18) e do Algarve (15). O boletim dá conta de 15 óbitos nos Açores. O arquipélago da Madeira continua sem registo de mortes por Covid-19.

É nos 80 anos para cima que se registam mais óbitos (1.090), seguido do grupo dos 70 aos 79 anos (315), dos 60 aos 69 anos (148), dos 50 aos 59 anos (54), dos 40 aos 49 anos (20), dos 20 aos 29 anos (2) e dos 30 aos 39 anos (2).
No total, morreram 817 mulheres e 814 homens com Covid-19.

Lisboa e Vale do Tejo é a região mais afectada, em termos cumulativos, pela pandemia, com 21.256 (o que representa 47,38% das infecções). Seguem-se Norte (17.900), Centro (4.232), Algarve (676), Alentejo (551), Açores (149, menos dois que na terça-feira) e Madeira (95).

Segundo a DGS, 36% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.
Dos casos activos, 13.002 (cerca de 96,2%) são tratados no domicílio. Em internamento, estão 512 (3,8%) dos pacientes (mais uma pessoa que no dia anterior): 74 (0,6%) em unidades de cuidados intensivos (menos duas) e 438 (3,2%) em enfermaria.

Na segunda-feira, a DGS interrompeu a divulgação dos dados referentes à faixa etária dos casos confirmados de Covid-19 em Portugal.

Em nota, apresentada no boletim epidemiológico diário, a DGS adianta que “a não notificação laboratorial no SINAVE LAB por um parceiro privado em 3 dias da semana em curso originou cerca de 200 notificações cuja distribuição ainda carece de análise”.

De acordo com o mesmo documento, todos “os dados referentes à ARSLVT [Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo] têm como fonte os dados agregados dos respectivos ACES [Agrupamentos dos Centros de Saúde]”.

Questionada pela Renascença, fonte da Direcção-Geral de Saúde assegura que os dados serão “repostos em breve”.

Já desde o passado domingo, a DGS optou por suspender a actualização dos dados relativos ao número de casos por concelho, adiantando que estará “a realizar a verificação de todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde, que ficará concluída durante os próximos dias”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 11,8 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 544 mil, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Dos casos de infecção, mais de 6,4 milhões tiveram alta.

Os EUA são o país com mais óbitos (131.486), seguidos de Brasil (66.741), Reino Unido (44.476), Itália (34.899), México (32.014) e França (29.936).
Depois de surgir em Wuhan, na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras. Portugal esteve em estado de emergência entre 19 de Março e 2 de Maio.

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FonteRR
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