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Covid-19: Escolas aprimoram condições

Numa altura em que a sociedade aguarda pela decisão do Ministério da Saúde sobre o reinício das aulas no ensino superior e II ciclo do ensino secundário, centenas de escolas, públicas e privadas, dizem-se minimamente prontas para reabrir este mês, em todo o país.

Ao abrigo do Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, em vigor desde 26 de Maio último, o retorno às aulas nesses dois subsistemas de ensino está previsto para 13 de Julho, se a situação epidemiológica assim recomendar.

Conforme a ministra da Educação, Luísa Grilo, já há condições de biossegurança para as escolas reabrirem na data prevista, mas a decisão final caberá às autoridades da Saúde.

A esse respeito, os governadores provinciais e responsáveis escolares assumem ter criadas condições para impedir que a retoma das aulas faça aumentar as contaminações por coronavírus em Angola.

Entretanto, é consensual que as aulas do I ciclo do ensino secundário (7ª à 9º classes) e do ensino primário (1ª à 9ª classes) não retomem a 27 de Julho, como prevê o Decreto Presidencial.

O Governo pondera o recomeço das aulas nesses subsistemas, a partir de Setembro próximo.

Quanto às aulas da iniciação, ainda não existe previsão de recomeço.

Há mais de 90 dias com as salas encerradas, várias escolas do II ciclo do ensino secundário (10ª à 12ª classes) e do ensino universitário, em diferentes cantos do país, já instalaram torneiras e dispõe de água e sabão, em quantidades suficientes, para a lavagem constante das mãos.

A Angop constatou que, em muitas delas, há planos e condições para reduzir o número de alunos por cada sessão de aulas, a fim de se respeitar o distanciamento social.

No entanto, essa realidade ainda não é absoluta na província de Luanda, capital do país, que absorve o maior número de estudantes da rede nacional de ensino.

Segundo uma fonte do sector da Educação, o problema nas escolas do II ciclo do ensino secundário na capital é reunir condições para a compra de produtos de desinfestação das salas de aula.

Há, portanto, dificuldades para adquirir lixívia, sabão e álcool em gel, em quantidades suficientes.

Das cerca de 32 escolas médias, técnicas e 64 liceus, poucas têm condições de cumprir com as medidas sanitárias exigidas pelo Governo.

A Angop contatou que o Mutu-ya-Kevela e no Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL) têm condições essenciais, a par daquelas instituições escolares, em número reduzido, com orçamento e gestão própria.

Todavia, a nível das faculdades afectas à Universidade Agostinho Neto (UAN) existem condições mínimas de biossegurança, como álcool em gel, mas a maior preocupação prende-se com as infra-estruturas, como avança à Angop, o reitor da instituição, Pedro Magalhães.

Conforme o gestor, ainda não há garantias de distanciamento físico e a ventilação dos espaços (salas de aulas) é deficiente, principalmente na Faculdade de Engenharia.

Informa que a universidade está a conceber um relatório, com sugestões, que será remetido, em breve, ao Ministério do Ensino Superior, sobre a situação real das unidades orgânicas da UAN.

Realidade fora de Luanda

Na província do Bengo, 12 das 14 escolas do segundo ciclo dizem-se preparadas para o reinício das aulas a 13 de Julho, segundo o director da Educação, Manuel Fernando.

O Gabinete Provincial da Educação criou equipas de fiscalização para assegurar o cumprimento das medidas de prevenção e de biossegurança nas escolas.

Das duas universidades locais, a Escola Superior Pedagógica já tem as condições criadas, enquanto o Polo do Instituto Superior Técnico de Angola continua a criar.

Por sua vez, na Lunda Norte, o governador Ernesto Muangala diz haver condições de biossegurança para o reinício das aulas, nas 15 escolas do II ciclo.

Além do II ciclo, adianta, estão igualmente criadas condições no subsistema do ensino superior, concretamente na Universidade Lueji A’Nkonde.

A província tem 177 escolas, um total de mil 689 salas de aulas, 15 das quais do ensino secundário, incluindo institutos médios politécnicos, magistério primários e liceus.

Entretanto, as instituições de ensino superior e do II ciclo do ensino secundário, na província do Cuanza Norte, continuam a criar condições de biossegurança.

Nas escolas superiores Pedagógica e Politécnica, vários pontos de higienização foram instalados à entrada, para proporcionar condições de lavagem das mãos, por parte dos funcionários e estudantes.

O director-geral adjunto para a área científica da Escola Superior Pedagógica do Cuanza Norte, Miguel Gola, diz que estão instaladas na instituição 10 torneiras, nos pontos de maior acesso de estudantes.

De igual modo, “há stock de sabão e outros detergentes para os primeiros meses do início das aulas”.

Por sua vez, o vice-decano para a área académica da Escola Superior Politécnica, Victor Morais, informa que foram colocados na instituição dois dispensadores de álcool em gel e 90 torneiras.

Na mesma senda da prevenção, a instituição conta com dois termómetros infravermelhos para a medição de temperaturas aos funcionários e estudantes.

O director do Gabinete Provincial da Educação, Manuel Lourenço, assegura que até 13 de Julho a maioria das escolas do ensino secundário terá condições para a lavagem das mãos e de biossegurança.

Para tal, a instituição está a trabalhar com empresas prestadoras de serviços e com as administrações municipais, para a colocação de 10 a 20 torneiras em série, em todas as escolas do II ciclo da província.

A ideia é disponibilizar a água para a higienização dos alunos e professores, numa província com 400 escolas, que acolhem um total de mil 225 salas de aulas.

No Cuando Cubango, as instituições do II ciclo do ensino secundário e do ensino universitário continuam a instalar vários pontos de higienização.

Em algumas escolas do II ciclo do ensino secundário, Angop constactou a presença de bidões de água para a lavagem frequente das mãos.

O mesmo ocorre no Instituto Politécnico Privado de Menongue (ISPPM) e nas escolas superiores da Universidade Cuito Cuanavale.

O director do Instituto Superior Politécnico Privado de Menongue, Faustino Alves, assegura que criaram condições de biossegurança, concretamente de acomodação dos estudantes e professores.

Já o director para os assuntos académicos da Universidade Cuito Cuanavale, Daniel Solo, avança que as medidas preventivas estão a ser preparadas, sem precisar se estarão prontos até 13 de Julho.

O director do Gabinete Provincial da Educação, Miguel Canhime, diz que a direcção trabalhou com o Governo local, no sentido de fazer o levantamento das instituições escolares sem água canalizada, a fim de criar condições para que o produto chegue às referidas escolas, atempadamente.

Assegurou que já foram adquiridos matérias de biossegurança.

O Cuando Cubango tem 9 escolas do II ciclo, que leccionam para 10 mil alunos.

Em Malanje, as quatro escolas do II ciclo do ensino secundário, que dispõem de autonomia financeira, têm já criadas as condições de biossegurança.

Todavia, uma fonte do sector da Educação informou à Angop que as 30 instituições escolares sem essa autonomia financeira estão sem condições para o efeito.

O secretário provincial do Sindicato dos Professores em Malanje, Graça Manuel, confirma haver condições nas 4 escolas orçamentadas, mas as 30 instituições de ensino, sem autonomia financeira, aguardam do Governo local e das administrações municipais a criação das condições de biossegurança.

A empresa de água e saneamento de Malanje (EASM) está a efectuar ligações em algumas escolas privadas, situadas nos arredores da cidade de Malanje, para o fornecimento ininterrupto de água.

A província de Malanje conta com um universo de 34 escolas públicas do II ciclo.

As seis instituições do ensino superior de Malanje criaram condições necessárias para a prevenção.

Por sua vez, o sector da Educação, na província do Huambo, com realce para o II ciclo do ensino secundário, ainda está a criar condições de biossegurança para o reinício das aulas.

Conforme o director do Gabinete da Educação, Celestino Piedade Chiquela, entre as medidas constam a montagem de ferramentas para a lavagem frequente das mãos, logo à entrada dos edifícios, para evitar a circulações desnecessárias de professores e alunos.

Huambo conta com 18 escolas do II ciclo do ensino secundário, sete de formação de professores e cinco do ensino técnico-profissional.

As mesmas medidas de biosegurança são verificadas no ensino superior, que está pronto para avançar, também, com as aulas por vídeo-conferência e outras por sistema de gravação.

O ensino superior público na província conta com sete instituições, enquanto no privado são quatro.

No Bié, as instituições de ensino superior públicas e privadas têm condições mínimas de biossegurança, incluindo a existência de equipamentos de alta tecnologia para ministrar aulas à distância.

Segundo o director-geral do Instituto Superior Politécnica do Cuito, Fernando Chitumba, um esforço financeiro foi feito na compra de instrumento de pulverização das salas de aulas, aparelho de medição de temperatura, álcool em gel, máscaras e instalação de correntes de torneiras para a lavagem das mãos.

Já António Eduardo, director-geral do Instituto Superior Politécnico “Ndunduma”, garante a criação de condições de higienização para mitigar o contágio da pandemia.

Com base nas novas tecnologias, adianta, um professor vai leccionar presencialmente um subgrupo de 25 estudantes, numa outra sala, também com o mesmo número de estudantes, recebem o conteúdo em tempo real, através das imagens de vídeo e áudio (som).

O decano da Escola Superior Politécnica do Bié, Gerson Paliares, informa que, para o reinício das aulas, a escola já investiu mais de três milhões de kwanzas na compra de material de biossegurança, como meios de higienização e pulverização.

Enquanto isso, o professor da Escola do II ciclo Rei Ndunduma no Cuito, Frederico Figueiredo, mostra-se céptico com o reinício das aulas, devido aos riscos da pandemia.

“Muitos estudantes estão na província de Luanda (foco da pandemia) e, com o retomar das aulas e o regresso destes, a pandemia poderá espalhar-se pelo país”, adverte.

O Bié conta com 300 escolas do I e II ciclos do ensino secundário.

Por sua vez, na Lunda Sul, as nove escolas do II ciclo de ensino dispõem de mínimas condições de biossegurança para o reinício das aulas a 13 de Julho.

Deste número, quatro dispõem de água potável da rede distribuição pública e as restantes comportam tanques subterrâneos que serão abastecidos por caminhões cisternas, de acordo com o director do Gabinete Provincial da Educação, Perfeito Candondolo.

Conforme o responsável, as duas instituições de ensino superior, Lusíada e Lueji a N’konde, na Lunda Sul, também já têm condições mínimas criadas para reabrir.

Disse que, para atender possíveis casos suspeitos de Covid-19, as duas instituições criaram uma sala cada com as mínimas condições, sem especificar o tipo de atendimento a prestar nessas sala.

Na província do Moxico, o governador Gonçalves Muandumba solicita aos directores escolares a máxima higienização dos locais de trabalho, para criar condições necessárias de biossegurança.

O governante explica que os gestores das escolas devem criar lugares apropriados para lavagem das mãos, melhorar a higiene nas casas de banhos e assegurar o distanciamento das carteiras, além de e exigirem o uso das máscaras facial, uma das recomendações do Decreto Presidencial.

À semelhança das demais províncias, as instituições do ensino superior e do II ciclo, na província de Benguela, também se dizem preparadas para o reinício das aulas.

Numa ronda por diversas instituições de ensino (superiores e do II Ciclo), notou-se o Instituto Superior Politécnico Maravilha instalou pelo menos 16 pontos de água corrente, para higienização das mãos, a fim de atender pouco mais de quatro mil estudantes.

Já na Universidade Katyavala Bwila (UKB), o vice-reitor para os serviços administrativos, Domingos Calelessa, indica que as seis unidades orgânicas (cinco na cidade de Benguela e uma no Sumbe) dispõem de água corrente para atender as necessidades de cerca de 13 mil estudantes.

No Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela existem oito pontos de lavagem das mãos nas duas entradas e 35 casas de banho, com 80 lavatórios disponíveis.

No Instituto Superior Politécnico de Benguela ISPB, também com mais de quatro mil estudantes matriculados este ano, a direcção da instituição, que não avançou números, disse ter condições a observância dos distanciamentos, pontos de lavagem das mãos e medição da temperatura.

Na província do Cunene, o Gabinete da Educação está empenhado na criação de medidas de biossegurança de prevenção contra a Covid-19.

Conforme o director da Educação, Domingos de Oliveira, está em curso um trabalho com as escolas, para a melhoria do saneamento básico e a sua higienização.

Faz saber que estão a aguardar da Comissão Provincial Multissectorial de Combate à Covid-19, no Cunene, a entrega de material de biossegurança para a sua distribuição em todas as escolas do I e II ciclo a nível dos seis municípios da província.

Já o director do Instituto Técnico de Administração (ITAS), Gilberto Malovalone, indica que a sua instituição tem condições básicas para a higienização das salas de aulas e casas de banho.

Entre outras medidas, conseguiu assegurar água canalizada para a lavagem regular das mãos.

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FonteAngop
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