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Na parabólica dos nossos sonhos…

NOTÍCIA IMPORTANTE PARA ANGOLA!

O Google lançou numa quinta-feira (20) de Abril no Brasil, o seu primeiro programa mundial para acelerar startups de jornalismo. O projecto, Google News Initiative Startup Lab, vai selecionar empresas jornalísticas nascidas no mundo digital e que já tenham um produto activo. O programa será hospedado no espaço do Google para startups em São Paulo. Lido num sofá roto, algures em Angola, sem ar condicionado e força do “mulengue” ( ar fresco) de uma ventoinha do Hoji ya Henda, de um Mamadú qualquer, numa noite com luz da EDEL.

O Brasil é um país que há mais de 40 anos atrás estava inserido na lista dos países menos desenvolvidos no mundo. Graças ao realismo político naquele país, a nação lusófona reencontrou-se com a sua história e trilhou caminhos que o projectaram no topo das lideranças mundiais, fazendo actualmente parte da elite dos mais fortes.

Ao nível da Lusofonia, o Brasil é um parceiro a ter em conta, em qualquer processo que diga respeito ao desenvolvimento em vários aspectos. Nos planos da educação, à produção agro-pecuária, indústria, ciência e técnica, saúde, ombreia com os grandes do mundo, estando integrado no Grupo do G-20.

O que faz um país chegar a esse ponto, da reviravolta das suas ideias, da sua forma de estar no mundo ou seja, ao lado dos grandes? É a pujança económica!

O nosso país não sendo como o Brasil tem no entanto uma parceria público-privada com resultados visíveis, que incidem sobretudo na qualidade da sua prestação, enquanto país inserido na galáxia da língua portuguesa.

Do Brasil , além do Desporto e Cultura temos laços de cooperação noutros domínios que prestigiam o nível exemplar de relações entre Estados. O mais visível de todos sentimo-lo quando premimos o interruptor lá de casa e experimentarmos o desfrute da maravilha da criação humana, que é energia eléctrica, cujo acesso representa para a imensa maioria dos angolanos, um direito consignado pela liberdade e independência.

Em Capanda, Cambambe e Laúca. Ter energia e água passou a ser um direito de todos e também uma conquista da nossa independência. E olhando para a realidade que nos rodeia, sobretudo aqui na capital, é um espectáculo digno de nota, contemplarmos os tectos das nossas pobres, mas acolhedoras residências cobertos por cogumelos metálicos, a perder de vista na linha do horizonte da nossa imaginação.

É um espectáculo da inovação e das novas tecnologias. Elas estão aí a influenciar comportamentos e a produzir conforto em termos do lazer. Na parabólica dos nossos sonhos. Novos hábitos e novas culturas. Novos hábitos e novos conceitos de vida. Novos hábitos e novo aprendizado.

Hoje é tão fácil sonhar entre quatro paredes, o que vamos fazer no dia seguinte, influenciados pelas aulas sem mestre, que todos os dias, recebemos fruto da nossa fértil imaginação.

Aquela zungueira que se aventura ao sol, com o pregão da avó Ximinha, carrega a ansiedade de uma vida que começa no desafio do lucro da zunga, para a compra da parabólica de sonho, nas noites de ansiedade, que a projectam na estrada, no dia seguinte, com o caçula de uma família desejada às costas para a compra do prato cinzento que leva à televisão ou plasma, a novela das várias vidas rezadas e ali reproduzidas ao vivo e a cores.

A mamã coragem ocupa a sala com ar vitorioso por ter conseguido reunir marido e filhos, num ritual de sossego, de silêncio e de aparente bem estar, até o diabo se lembrar de estragar o sonho de uma vida de sacrifícios apimentada, por momentos de extraordinário bem estar e harmonia familiar.

Não é este um bom motivo para, dentro das regras do civismo criarmos ilhas de bem estar e de prazer, dando largas à criatividade, à capacidade de resolvermos problemas, como a ciência define a inteligência humana?

Não será esta a idéia central de uma convivência entre concidadãos, aproveitando os concílios familiares para encontrarmos soluções para os nossos problemas?

O que estamos nós a fazer com as novas tecnologias, onde se gastam milhões para depois sabotarmos, silenciarmos quem critica os nossos erros, as nossas candongas, as nossas violações às regras da convivência humana, das nossas realizações visionárias, sem a liberdade de pensamento necessária?

Que sentido queremos dar à vida, se estamos estigmatizados nas mazelas da falta de educação, do apego ao dinheiro no reino de Sodoma e Gomorra, deixando a entender que somos nós os reis e senhores do mundo e que mais ninguém tem direito a usufruir das benesses da vida? Pensem no assunto. A vida é bela, mas é curta, quando a ambição ultrapassa os limites do obsceno. Mungueno!. ANDRÉ PINTO

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