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Covid -19: Hospital Central do Huambo preparado e com projecto ambicioso para a região Sul do País

O Hospital Central do Huambo é tido como uma referência na região Sul de Angola. Além de cuidar de pacientes nas mais diversas especialidades, também forma médicos e especialistas que doravante poderão dar o seu contributo para a saúde das populações daquela região do País.

José Ricardo | Huambo

Numa clara alusão de que o País caminha para a excelência, investindo, mais do que nunca, em quadros qualificados, sem desprimor dos mais velhos, Hamilton dos Prazeres Tavares é o jovem a quem foi confiada a responsabilidade de dirigir esta unidade sanitária de referência.

Médico de trato fácil e considerado visionário pelos seus colaboradores, o director do Hospital Central do Huambo, tal como outros profissionais da saúde em Angola, trabalha arduamente para mudar a imagem da referida unidade sanitária e, em coordenação com a equipa provincial Multisectorial do Covid-19, colocar as condições necessárias e exigidas para o tratamento desta pandemia que apanhou Angola e o mundo desprevenidos.

De acordo com Hamilton Tavares, embora se tenha reduzido um número considerável de actividades, como algumas aulas e consultas que anteriormente eram levadas a cabo, face ao estado de emergência e agora a situação de Calamidade que vigora no País, por culpa do Covid-19, ainda assim, o Hospital Central do Huambo está pronto para responder as preocupações dos utentes que procuram pelos seus serviços.

“Continuamos a trabalhar nas consultas de especialidade e com algumas restrições nas consultas externas em virtude das limitações impostas pelo Decreto Ministerial”, começou por explicar o responsável, referindo que, não obstante a isso, aquela unidade sanitária mantém alguns serviços como as inter-consultas e também a telemedicina para as instituições sanitárias. Mantém também algumas aulas de pós-graduação nas especialidades médico-cirúrgicas.

Em relação ao inimigo do momento, o Covid -19, Hamilton Tavares salientou que o hospital tem estado a melhorar as suas condições para o atendimento adequado e especializado desta pandemia que assola Angola e o resto do mundo.

“A estrutura física do hospital beneficiou de requalificação, foram também melhoradas as áreas de apoio à saúde e com essas acções foram criados novos serviços que resultaram, como é óbvio, na melhoria da qualidade dos nossos serviços”.

Hamilton dos Prazeres Tavares é o jovem a quem foi confiada a responsabilidade de dirigir esta unidade sanitária de referência.
(Foto cedida)

Unidade de trânsito para quarentena institucional
De acordo com o responsável, o Hospital Central do Huambo é a unidade de passagem para a transferência de casos de Covid-19 para a quarentena institucional, estando neste momento, 73 camas disponíveis para atender casos dessa natureza e uma equipa medica a altura.

“Temos instalados aportes de oxigénio não invasivo para ventilar os pacientes que eventualmente venham a ser diagnosticados aqui na província e na região”, garantiu, para depois sublinhar que, em relação ao material de biossegurança, estão bem servidos uma vez que, tanto o governo central, por via do Ministério da Saúde e o Governo da Província têm disponibilizado esses materiais para apetrechar os hospitais.

Seropositivos não foram abandonados
Em relação as informações que, nos últimos dias, circulam nas redes sociais sobre um suposto abandono das pessoas acometidas por HIV/Sida, Hamilton Tavares garante que este grupo de doentes, nesta unidade de referência ao nível do sul de Angola, não foi abandonada ou deixada de parte.

“Temos uma unidade para atender os pacientes com HIV/Sida, e quando têm complicação são internados porque existe espaço, inclusive, para o internamento desses doentes”, notou, apontando algumas medidas básicas, mas essenciais que têm estado a ser passadas a este grupo de doentes no sentido de manter aquela região com as taxas de mortalidade por HIV/Sida baixas.

Cuidados redobrados no cacimbo
A época do cacimbo por ser considerada uma altura crítica para a saúde, com nove mortes por Covid-19 contabilizados no mês de Junho, o primeiro mês tido como favorável para a disseminação desta doença e outras do fórum respiratório, Hamilton Tavares, disse por outro lado que neste período os profissionais de saúde do Hospital Central do Huambo têm vindo a trabalhar no tratamento dos pacientes que procuram pelos seus serviços daquela e aconselham os utentes a consumir bastantes líquidos, de preferência a água, para melhorar as mucosas.

Necessidades…
Se ontem os recursos financeiros eram quase sempre apontados como o principal ‘handicap’ para qualquer instituição, hoje por hoje, segundo este jovem médico a situação já não é tanto financeira. Aliás, a situação financeira que o País vive há largos anos, há muito que deixou de ser a culpada a 100% do mau trabalho prestado pelas instituições públicas ou privadas e pelos profissionais que nelas existem. Ainda assim, preocupações não faltam nesta unidade de referência para um atendimento cada vez mais humanizado e melhor para os cidadãos que nela acorrem.

“Neste momento, tal como a maioria das instituições de saúde do País, este hospital também precisa de mais médicos, visto que os 111 profissionais existentes, ainda são muito ínfimos para atender a demanda”, apontou, sublinhando que, por ser uma instituição que também forma médicos em variadas especialidades, têm feito este trabalho para diminuir o déficit de especialistas existentes na região, de modo particular e no País, de modo geral.

“Aqui nós formamos neurocirurgiões e médicos de patologia clínica. Falta-nos neonatalogistas, nutricionistas e endocrinologistas, que serão formados fora do país, como é o caso do Brasil onde temos em formação médicos de oncologia clínica”, referiu para depois sublinhar que, tão logo o espaço aéreo volte a abrir, a pretensão é mandar para formação médicos-cirurgiãos ligados a área da oncologia.

Perspectivas animadoras
Se de um tempo a esta parte maior parte dos angolanos apenas encontrava resposta para os seus problemas de saúde em Luanda ou no exterior, o director do Hospital Central do Huambo ‘esquece’ um pouco a pandemia do coronavírus e mostra-se optimista em relação ao futuro promissor que tem pela frente – passe a redundância.

De acordo com a sua previsão, até 2025, daqui a três anos sensivelmente, com os investimentos que estão a ser feitos no ramo da saúde, nenhum indivíduo residente no Huambo terá necessidade de ser encaminhado à Luanda ou ao exterior do país para ser tratado.

“Estamos a criar as condições para que tão logo os médicos regressem da formação encontrem nos hospitais e postos de saúde meios de trabalho para responderem a demanda”, apontou, sublinhando que o déficit que ainda se vive no tratamento de doentes com câncer, com apenas um médico, em breve será colmatado com o envio de outros oncologistas para Portugal no sentido de reduzir e evitar as transferências para outros pontos e, com isso, reduzirem-se os custos do governo local.

“Recebemos doentes de províncias vizinhas e estamos a trabalhar para levar os médicos especialistas a periferia. O nosso objectivo é que, nos próximos cincos anos, os hospitais municipais consigam tratar os pacientes que afunilam o hospital central”, concluiu.

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