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Tv Cabo sem soluções para combater os hackers que invadem a sua rede de clientes

Hackers são a nova praga de bandoleiros e marginais que actuam em Angola, com smarthphones, a partir de um aplicativo extraído da Internet para desbloquear os códigos das contas de televisão, voz e outros, num atentado à privacidade, que está a preocupar a sociedade angolana. A Unitel está a ser usada por hackers de vários países africanos, que subtraem saldo, ao primeiro toque de resposta dos destinatários. Da Tv Cabo em Luanda temos a registar o fenómeno da violação das senhas de acesso à Internet, que bloqueiam o serviço do utilizador, a favor da malandragem. Só visto!

Fomos contactados há dias pelo serviço de apoio ao cliente da TV Cabo, em função de uma reclamação sobre a nefasta actividade dos hackers, que estão a invadir as contas dos clientes, reduzindo drasticamente a qualidade do serviço daquela operadora, ao violarem os códigos de subscrição dos assinantes, para roubarem o sinal de Internet, prejudicando assim quem paga, sabe-se lá com que sacrifícios.

No Mártires de Kifangondo segundo soubemos pelos técnicos da operadora luso-angolana, operam grupos de jovens marginais que além desta prática, estão a realizar outros crimes, como vendas fictícias on line e atracção de vigarices, que põem em causa a segurança e confiança no serviço de Internet, comercializado por várias operadoras nacionais.

A TV Cabo, sendo uma delas, até aumentou este mês um dos pacotes Viv para 25.500,00 kwanzas (antes vendido a Kz. 22.500,00, sensivelmente), que permite ao utente um apelativo serviço tridimensional (Telefone, TV Cabo e Internet). Não está a conseguir responder aos seus clientes, a quem já retirou o valor do aumento da subscrição deste mês, propondo a visita de um técnico, para uma assistência, no valor de Kz. 9.400,00, que em termos práticos significa o aplauso a esta prática, porque factura mais qualquer coisinha.

Nunca se viu tamanha indelicadeza, de tantas que o angolano comum vivencia, no seu dia a dia, tendo muitas vezes que pagar para trabalhar, tal como acontece com o Imposto do Rendimento do Trabalho, que recentemente aumentou o desconto, a quem presta serviços ao Estado. Angola é assim para os seus filhos, o que fazer?

No caso da TV Cabo, a indiferença, depois da barriga cheia é um brinde ao cliente que paga e é mal servido!

Será por estarem arrolados no conjunto de empresas a privatizar pelo Estado angolano, ou apenas uma birra passageira?

Não sabemos. O que temos em mente é esta frustração latente que nos apoquenta, quando pagamos e somos mal servidos. E nem a polícia consegue impor a ordem a este estado de coisas comuns em Angola, que é transformarmos, uma anormalidade em assunto comum, quando as regras de boa educação, ética profissional e social e os bons costumes deixaram de fazer parte da nossa conduta, sobretudo agora que a sociedade angolana se transforma, no sentido da dignificação e recurso ao civismo e respeito à coisa pública e ao cidadão.

Apelamos pois à TV Cabo que cumpra as suas obrigações com primor e olhe sempre o futuro na máxima de que o cliente quando reclama os seus direitos tem sempre razão. À nossa polícia requeremos nestas linhas mais garra no crime cibernético. Ele existe e já está a causar enormes dissabores entre nós. Cuidado!

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