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Rui Carreira: “Novas aeronaves trazem equilíbrio à frota da TAAG”. O primeiro avião Dash 8, chega amanhã a Luanda

Na entrevista ao Jornal de Angola, o PCA da TAAG traça o novo perfil de trabalho da companhia de bandeira angolana, à luz da situação restritiva e económica do país e o novo plano de aquisições de aeronaves para os vôos domésticos, numa perspectiva de tarifas de baixo custo para os utentes de menor rendimento.

Ao abordar a questão das vantagens da aquisição de seis aeronaves do tipo Dash 8, o PCA Rui Carreira adiantou que isso é “bom para o país. E se é bom para o país é bom para a TAAG”, que pretende com isso diversificar a frota e “ir à procura de novos mercados”.

Referindo-se às características da aeronave Dash 8, considera-a “rápida, com performance de um avião a jacto, com custos operacionais muito baixos, alinhados com os aviões da classe turbo-hélice. É uma aeronave adaptada para curtas distâncias, com “aptidões” para pistas curtas, aeroportos de altitude elevada, como os do Huambo e Lubango. Mas também pelo preço”.

A nova aeronave desembarcará em Luanda com os pigmentos da nova logomarca da companhia aérea, que Rui Carreira declara como “uma nova TAAG, uma TAAG mais moderna, com uma nova postura perante os clientes, com um novo posicionamento no mercado, e aspiração de entrar para o top 5 das companhias aéreas africanas”.

Em resposta ao plano de reestruturação da empresa Rui Carreira revelou que tendo  a TAAG mais aviões de longo curso do que de médio curso” a demonstrar o desequilíbrio existente na frota, a solução da sua administração assente na oferta de um conjunto de aeronaves de médio porte, “permite o equilíbrio financeiro da empresa”.

No que diz respeito a rotas, Rui Carreira descreve “22 destinos de médio e quatro de longo curso”, na estratégia de equilíbrio infraestrutural da TAAG, que fica deste modo em condições de servir o mercado na função qualidade/preço.

O PCA da TAAG revela ainda na entrevista que “um dos grandes objectivos é tirar os Boeings das rotas domésticas” havendo entretanto a possibilidade de os utilizar apenas onde a taxa de ocupação justificar”, como por exemplo o caso de Cabinda, onde se constata o serviço diário de três voos completamente lotados. “Mas destinos como o Cuito, Menongue, Dundo, Saurimo e Luena, onde as taxas de ocupação são muito baixas”, o Dash 8 vai operar de acordo com os padrões de rentabilização de meios da TAAG.

Rui Carreira: “Redução de custos passa pelo encerramento de rotas deficitárias”

Entrevista de André dos Anjos/JA

Voltando às rotas, além dos voos domésticos, a nova frota vai ocupar-se também dos destinos regionais?

Sim. Mas para destinos próximos de Luanda. Refiro-me a Windhoek, Harare, Lusaka, Brazzaville e Kinshasa. Podemos, eventualmente, pensar, também em Ponta Negra.

Com o reforço da frota, a TAAG não pensa em abrir novas rotas na região?

Quando nós decidimos adquirir essas aeronaves, estávamos, sim, a pensar na abertura de novas rotas regionais, mas a pandemia e as suas implicações, colocam-nos limitações. E uma delas é não poder abrir, para já, novas rotas, tendo em conta os custos iniciais que são, geralmente, muito altos e que a empresa não está em condições de suportar. Mas, num futuro próximo, logo que as condições permitirem, vamos, de certeza, abrir novas rotas. Até porque faz parte da nossa estratégia comercial conquistar o mercado africano.

A nível doméstico, a TAAG vai continuar confinada aos 12 destinos para onde voava até antes da pandemia?

É prematuro falar em abertura de novas rotas domésticas, mas vamos pensar seriamente no assunto. Lá onde se justificar faremos isso. Porque esse aparelho permite-nos voar para destinos em que não íamos, mesmo antes da pandemia.

Está a falar de que províncias?

Malanje, por exemplo. Por estar próximo de Luanda, com o 737 não é viável. Mas com o novo aparelho, adaptado às curtas distâncias, o cenário é outro.

E o Sumbe?

O Sumbe também. Mas o Sumbe está no litoral e está muito bem servido por estrada. Se estabelecermos uma ligação aérea para lá, parte dos pontos constantes no caderno reivindicativo já mereceram o consenso das partes. Há um entendimento perfeito. Com o estado de excepção, os sindicatos foram compreensivos com a direcção da empresa. Colocaram uma pausa nas negociações. É claro que vamos retomá-las. Há assuntos por resolver para o bem da empresa e dos trabalhadores.

A instabilidade cambial prejudica a performance financeira da empresa temos de contar com um concorrente muito forte: O transporte rodoviário.

Quando fala em encerramento de rotas, está a referir-se a que destinos?

Estou a falar da rota do Rio de Janeiro, que já está fechada. Mas há outras rotas deficitárias como as do Sal, Havana, Harare e Lusaka. Trata-se, como é óbvio, de suspensões temporárias. De certeza que o panorama vai melhorar, as economias vão revitalizar-se e nós vamos rever a nossa programação.

Voltando ao processo de reestruturação, em que pé se encontra?

Nós, em Julho do ano passado, demos início a um plano de redução de custos, inserido no programa de reestruturação. Algumas tarefas já estão concluídas, mas grande parte delas está em curso.

Destas, destaco, a renegociação dos contratos que constituem as grandes massas monetárias para a empresa, a redução de voos, a suspensão de algumas rotas que são completamente deficitárias nos dois primeiros saldos intermediários de gestão, onde estão incluídos os custos operacionais, fixos e variáveis.

À mesa de negociações, a TAAG tem cadernos reivindicativos do pessoal de bordo e da tripulação, que se junta a outros problemas… Relativamente aos cadernos reivindicativos, as negociações com o pessoal de bordo foram concluídas. Com os pilotos é que não, mas restam apenas pequenos acertos. A maior

Qual é a maior dificuldade de momento?

O nosso problema é conjuntural. Tem a ver com a conjuntura mundial e, consequentemente, da economia angolana. Como sabe, Angola tem uma economia que depende muito do petróleo. E sempre que se registam quedas, quer no volume de produção quer no preço do produto, isso reflecte-se na performance económico-financeira do país.

As pessoas viajam menos. Mas, o que mais penaliza a empresa é a desvalorização da moeda. A instabilidade cambial prejudica de forma magistral a nossa performance financeira. À medida que se desvaloriza o kwanza, nós sofremos bastante. Porque 80 por cento da nossa facturação é feita em kwanzas e, na mesma proporção, os nossos custos são cobertos em dólar.

Portanto, sempre que há uma desvalorização nós precisamos de mais kwanzas para obter o mesmo valor em dólares. Com pessoas a voar menos, significa menos receitas. Este é o nosso maior problema. É muito difícil conseguir um equilíbrio financeiro com um ambiente macroeconómico desta natureza: muito volátil.

Tendo em conta o que acabou de elencar, como é que está a saúde financeira da TAAG?

A saúde financeira da TAAG, tal como a de outras empresas no país, não é boa. Por isso é que traçámos o plano de reestruturação com o objectivo de melhorar os indicadores financeiros. Pessoalmente, acredito que com este plano de reestruturação, vamos ter uma nova TAAG.

 

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