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Livros: Ser jovem em Angola – Obra da Professora Doutora Elizabeth Vera Cruz à venda na Chá de Caxinde

A leitura em tempos de pandemia recomenda-se. A discussão em família requer conhecimento de causa. Sobretudo quando são problemas nossos que exigem reflexão profunda. Quando se fala da juventude, o motor da sociedade angolana, caímos na razão e motivações do assunto. Por isso escolhemos a obra “Ser jovem Angola”, editada pela “Chá de Caxinde”, que oferece um série de considerações sobre um assunto, que não se esgota neste livro de leitura obrigatória. 

RESUMO DA OBRA:

Do conceito de juventude à sociologia da juventude, este é um trabalho que tem como mote os “valores e as identidades dos jovens em Angola”. Angola, que viveu décadas de guerra e cuja esperança de vida está estimada nos 48 anos, tem na sua juventude a reserva demográfica do país. Dir-se-ia que o mesmo se encontra refém da juventude, categoria em que se deposita a esperança e o futuro mas que é, simultaneamente, tida como sendo a origem dos problemas com que se confronta o país de que a criminalidade, o consumo de álcool e droga integram a lista de práticas e comportamentos que mais afligem a sociedade angolana.

Se estes são alguns dos problemas da juventude identificados pela sociedade e pelo governo angolano, os jovens elegem o desemprego como sendo o seu calcanhar-de-aquiles. Não é pois, de estranhar, que esta categoria seja um “grupo-alvo” no quadro das políticas a serem implementadas pelo executivo angolano visando o combate aos comportamentos “desviantes” e, muito naturalmente, à melhoria das condições de vida desta categoria.

Falar-se-á de acção dos jovens ou antes de acção sobre os jovens? Ou, ainda, de ambas? Mas as políticas dirigidas à juventude devem igualmente ser entendidas no âmbito das campanhas políticas e ideológicas, entenda-se, dos aproveitamentos políticos de que esta juventude é alvo.

Entre o período da guerra e do pós-guerra que tem somente nove anos, a sociedade angolana sofreu rupturas, colapsos de vária ordem, sendo voz corrente e muito particularmente do poder político, da urgência do que chamam “resgate dos valores”, uma caracterização que, em termos sociológicos deve, sim, traduzir-se por anomia.

Significa, pois, que algo se passará, pelo menos a nível empírico, e o objectivo primeiro deste trabalho é verificar se haverá, ou não, correspondência entre o que diz e pensa o cidadão comum e também o governo angolano sobre os valores e a badalada crise e necessário resgate e, por outro lado, os valores defendidos pelos jovens, eles próprios.

O livro de leitura obrigatória (D.R.)

Tudo isto porque os valores, o discurso relativo à aludida “crise” de valores se encontra particularmente direccionado para os jovens: é pois, a juventude, que precisa de ser “resgatada”. Dar a palavra aos jovens é, em última análise, o objectivo deste trabalho que, por esta via, pretende aferir dos seus valores por via do seu comprometimento, ou não, com a sociedade angolana.

Pretendendo ser um ponto de partida nos estudos sobre a juventude, em Angola, toma-se como grupo-alvo os estudantes universitários, um segmento que congrega múltiplas vivências pessoais nas suas relações quotidianas.

O inquérito por questionário foi a metodologia adoptada – se compreender os valores dos jovens em Angola constituiu o objectivo inicial deste trabalho, a evolução do mesmo escancarou portas para estoutro desiderato: o da(s) identidade(s). Dir-se-ia uma evolução natural cuja expressão-maior se traduz no inquérito realizado a jovens de diferentes províncias (Cabinda, Huambo e Luanda), em um processo dialógico entre valores e identidades.

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