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PGR e Parlamento apelam ao diálogo

A Procuradoria Geral da República (PGR) exortou, ontem, as alas brasileira e a angolana, da Igreja Universal do Reino de Deus, que estão em conflito, a chegarem a acordo, sem precisar entrar em vias de facto.

Em declarações ao Jornal de Angola, o porta-voz daquela instituição, Álvaro João, disse que a PGR não pode tomar alguma decisão sobre o processo de reforma em curso na Igreja, por ser um problema interno, cuja solução compete apenas aos contendores.

“Agora, se no decurso deste processo se cometer algum crime, a parte lesada deve apresentar queixa”, frisou Álvaro João ressaltando que a solução para o referido problema passa por as partes sentarem à mesma mesa para conversações.

O porta-voz salientou que os problemas têm de ser resolvidos sem a necessidade de se fazer recurso à força.“Devem chegar a um entendimento e sem violência”, realçou.

O meio escolhido pelas partes, para chegar a acordo, prosseguiu, deve evitar a violência, pois, dessa forma, alertou, descambará em crime.
Em relação à luta pelo património da Igreja, Álvaro João disse tratar-se de um assunto que as partes devem resolver em Tribunal.

O mesmo posicionamento teve a Assembleia Nacional. O presidente da Comissão de Cultura, Assuntos Religioso, Comunicação Social, Juventude e Desporto, da Assembleia Nacional, Boaventura Cardoso, lamentou a situação e disse tratar-se de um problema cuja solução deve ser encontrada pelos próprios membros das igrejas. “São cisões que acontecem, de forma recorrente, nas denominações religiosas”, acentuou.

O porta-voz da ala dos pastores angolanos, Jimi Inácio, revelou, ao Jornal de Angola, que decidiram desencadear a reforma na Igreja depois que a ala brasileira começou a desrespeitar o tempo de espera solicitado pelas instituições judiciais, onde há vários processos contra os mesmos.

Disse que enquanto eles aguardavam por uma decisão dos órgãos judiciais, sobre as queixas por eles apresentadas, a ala brasileira começou a tomar medidas coercivas contra os angolanos.

Jimi Inácio disse que se começou a cortar os subsídios, seguro de saúde, viaturas, impedir os pastores de entrar nas suas moradias, localizadas em condomínios habitacionais.

“Se estamos num processo, aguardando pelo resultado do Tribunal, não se pode tomar nenhuma decisão contra alguém que está em litígio consigo. Tem que aguardar o veredicto do Tribunal”, aclarou.

O porta-voz da ala angolana contou que, quando os brasileiros começaram a fazer tais cortes, ainda não reagiram, pois queriam entender a situação e usar a forma mais certa para agir.

Mas, continuou, ao verem que eles continuavam com as retaliações, que, como sublinhou, começaram a provocar-lhes vários danos, não tiveram outra opção que não fosse dar início a um processo de reforma dentro da Igreja.

Entre as várias medidas constantes no pacote da reforma está a tomada dos templos da instituição, em todo o território nacional, e a indicação de um novo líder para guiar, doravante, os destinos da igreja no país. Até ontem, segundo um dos pastores afecto à ala angolana, tinham tomado já, a nível do país, 90 por cento dos templos, faltando apenas as catedrais do Alvalade e do Maculusso.

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FonteJA
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