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Plano de alívio da dívida do G-20 para os mais pobres pode aliviar encargos de Angola até 3,4 mil milhões USD – Bloomberg

A Bloomberg estima que o plano de alívio da dívida do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo, avaliado em 12 mil milhões USD, pode proporcionar a Angola um alívio de 3,7 mil milhões de dólares nos seus encargos com os empréstimos realizados ao longo das últimas décadas.

Angola deverá ser o principal beneficiado do plano do G-20 traçados para ajudar as economias mais débeis a lidar com a pressão extraordinária gerada pela pandemia da Covid-19, que passam pela suspensão temporária dos pagamentos referentes às suas dívidas, seguindo-se o Paquistão, depois o Quénia, a seguir a Etiópia e, por fim, o Gana e o Bangladesh.

No total do “bolo” destinado a aliviar as dívidas dos mais pobres em todo o mundo, 12 mil milhões USD, Angola vai ficar, concluiu a Bloomberg, com 3,4 mil milhões, o Paquistão vai encaixar a fatia de 2,43 mil milhões, o Quénia fica-se pelos 800 milhões e a Etiópia não vai além dos 570 milhões.

O último africano da lista dos mais favorecidos, o Gana, ganhará com esta plano pelo menos 370 milhões de dólares norte-americanos, fechando a lista dos sete desfavorecidos o Bangladesh, com 320 milhões USD.

Angola, é, a par do Paquistão e da Etiópia, ao contrário dos restantes, integrante do denominado Debt Service Suspension Iniciative (DSSI, ou, em português, Iniciativa da Suspensão dos Serviços da Dívida), e está na linha da frente do plano definido em Abril no seio do G-20 abrangendo 70 países com mais dificuldades para lidar com os efeitos nefastos da pandemia, que condenaria, sem estes apoios, muitos deles ao incumprimento dos seus compromissos com os credores.

Luanda tem em curso negociações para renegociar parte da sua dívida, especialmente com a China, que representa cerca de 45% da dívida externa nacional, cerca de 22,5 mil milhões USD.

A capacidade do país em cumprir os seus compromissos da dívida externa está intimamente ligado ao valor do crude nos mercados e, actualmente, o Governo angolano está fortemente pressionado devido ao baixo valor da matéria-prima.

Em relação à dívida com a China, segundo dados do BNA, esta evoluiu, nos últimos anos, de um total de 22, 6 mil milhões, dos quais 7,6 mil milhões à China, para os actuais 49,5 mil milhões, dos quais 22,4 mil milhões a Pequim, numa escalada permanente que só teve uma ligeira folga em 2017, onde se registou uma dívida total de 43,4 mil milhões USD, dos quais 23,2 mil milhões a instituições chinesas.

FonteNJ

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