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Crónica: Os cazumbis das noites escuras de Luanda

O menino de sensivelmente 14 anos que foi atropelado no passado domingo, mais ou menos, às 19 horas é reflexo do mau estado da estrada de Catete, que na escuridão do nosso cacimbo, é um autêntico cazumbi, por não oferecer condições de segurança aos transeuntes, que constantemente atravessam de um lado para o outro.

O nosso olho clínico e crítico esteve presente e não nos coibimos de alertar, mais uma vez, a ENDE ou entidade afim, para o dever cívico na prestação de informação, sobre as causas da escuridão generalizada nas vias de rodagem, em Luanda. O cacimbo húmido e amigo da Covid 19 mais a escuridão têm como resultado o que acima acabamos de relatar.

À responsável da edilidade luandense, a digníssima e ágil governante Joana Lina recentemente nomeada, pedimos actuação urgente, para não deixar cair os seus créditos e préstimos em mãos alheias, numa cidade martirizada pelas carências básicas (água, energia eléctrica, estradas péssimas, com má sinalização e piso asfáltico péssimo, indisciplina pedonal generalizada), onde deve tudo funcionar a preceito.

Luanda precisa de melhor tratamento e este apenas será digerível na execução prática das promessas de melhor vida, numa capital muito marcada pelas assimetrias de tamanho gigante, que bem conhecemos. Vamos salvar Luanda? Se for afirmativo, então comecemos pela segurança na mobilidade, com água, luz e pitéu, para sermos obrigados a ficar mais tempo em casa, como manda a lei do confinamento. Doutro modo, vamos sempre estar na orla do gira bairro, como madalenas perdidas em busca da sorte. E do sexto sentido!

*CAZUMBIS – Há uma música (Zuim zuim)  de Waldemar Bastos, em homenagem ao seu amigo, cantautor e gemólogo  Jorge Monteiro, criador do tema Cazumbi, que faz alusão aos maus presságios da vida. Curiosamente, Jorge Monteiro é igualmente, o inspirador deste projecto que se chama Portal de Angola. Ao nosso Jorge Monteiro um caloroso abraço por esta veia criadora, muito típica da nossa Luanda, cujas noites já foram de muitos cazumbis, que assobiavam, causando imensos arrepios…

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