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Angola já monta tractores na Zona Económica Especial Luanda-Bengo

A notícia do matutino Jornal de Angola é título de primeira página. Em Luanda, na Zona Económica Especial estão a ser montados os primeiros tractores, numa linha de produção anual, na ordem de 3000 unidades, com investimento dos Emirados Árabes Unidos.

A Zona Económica Especial Luanda-Bengo inicia deste modo um novo ciclo de actividade, depois das medidas assumidas pelo Governo ao privatizar e tornar mais dinâmico o processo de industrialização do país.

A linha de montagem avaliada em 100 milhões de dólares é fruto de um memorando assinado em Luanda, entre o Governo e uma entidade privada, dos Emirados Árabes Unidos neste caso, o xeque Ahmed Dalmook Maktoum, de acordo com a notícia do JA.

A intenção dos investidores é  “expandir a produção além dos 3.000 tractores por ano. A instalação da linha de montagem de tractores “Made in Angola” conta com a colaboração entre o escritório privado da realeza daquele país e a multinacional italiana Massey Ferguson”, diz o JA.

“O plano de inclusão da maior força de trabalho local inclui a substituição de quadros expatriados por nacionais, incluídos em cargos executivos e de direcção, através da formação de técnicos.

Este é o primeiro investimento do escritório xeque Ahmed Dalmook Al Maktoum em Angola, cujo propósito é apostar na diversificação da economia, reforçar a capacidade industrial e agrícola e promover o emprego.

A intenção daquela entidade dos Emirados Árabes Unidos é reforçar a aposta no investimento privado em Angola. O escritório do xeque daquele país anunciou que já se encontra numa fase avançada de estudo um investimento em indústrias de apoio à agricultura, nomeadamente para a produção de fertilizantes e pesticidas em território angolano.

Além da linha de montagem foi criado um centro de formação que, no espaço da fábrica, terá as componentes de formação para técnicos de fábrica; formação de agricultores para operação e manutenção dos tractores e alfaias; e um programa de formação de formadores especialistas para que estes possam dar formação em todo o território, evitando a deslocação dos agricultores a Luanda para receber formação.

Foi estabelecido igualmente um programa de serviços pós-venda, manutenção e substituição de peças gastáveis. Os contractos de serviço de manutenção de longo prazo e a disponibilidade de peças de suplentes no apoio pós-venda são uma parte fundamental do projecto.

Foi ainda adoptado um programa de substituição de peças importadas, bem como  um plano de desenvolvimento de fornecedores locais, fomentando o emprego e a diversificação da economia, que visa o fomento da pequena indústria local de longo prazo e a diminuição da dependência das importações”.

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