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Sindicato dos médicos ameaça manifestar-se

O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola ameaçou, esta segunda-feira, avançar com uma manifestação, nos próximos 15 dias.

Na base do eventual protesto está a falta de enquadramento de novos médicos no sistema de saúde e a melhoria das condições de trabalho.

Reivindicam ainda melhorias salariais, segurança no ambiente de trabalho, seguro de saúde, institucionalização da carreira médica especial, promoção nas mais diversas categorias médicas, habitabilidade e transportes.

Conforme o presidente da organização, Adriano Manuel, há um número reduzido de médicos nos hospitais do país, quando pelo menos dois mil 500 profissionais estão desempregados.

No último concurso público do sector da saúde, realizado entre Dezembro de 2019 e Janeiro de 2020, foram inscritos mil e 400 médicos, para concorrer a um total de mil e 200 vagas.

Face à insuficiência de médicos, Adriano Manuel adiantou que entregaram um caderno reivindicativo ao Ministério da Saúde, em 2018, mas ficaram pontos por responder.

Segundo o sindicalista, que falava em conferência de imprensa, foi dirigido no dia 03 destes mês, ao Presidente da República, um memorando que aborda, entre outras questões, as condições de trabalho dos médicos.

No memorando, adiantou, falam também da necessidade de enquadramento de mais profissionais e das desigualdades salariais.

O mesmo memorando foi entregue à 6ª comissão da Assembleia Nacional, mas, conforme a fonte, até ao momento não receberam qualquer resposta.

Adriano Manuel disse que o sindicato está a analisar as implicações jurídicas para a realização de acções de reivindicação, e tão logo se levante o período de Situação de Calamidade Pública podem avançar com o protesto.

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a Rede Sanitária compreendem duas mil 644 unidades sanitárias, nomeadamente 15 hospitais nacionais, 25 hospitais provinciais, 45 hospitais gerais, 170 hospitais municipais, 442 centros de saúde, 67 centros materno-infantis, mil 880 postos de saúde e 37 outras infra-estruturas.

Conta com uma força de trabalho de 69 mil 816 trabalhadores, três mil e 500 médicos angolanos, 35 mil 458 profissionais de enfermagem e oito mil e 78 técnicos de diagnóstico e terapêutica, bem como 11 mil 329 trabalhadores de apoio hospitalar e 11 mil 576 administrativos.

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FonteAngop
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