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Brexit e COVID-19 vão custar 308 bilhões de euros aos cofres da Alemanha em repasses para UE

Como parte de uma proposta de orçamento da União Europeia (UE), a Alemanha pode dar como certo um aumento de 42% a partir de 2021 dos seus já consideráveis ​​pagamentos anuais para Bruxelas, totalizando 308 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) nos próximos sete anos.

Berlim teria que pagar 13 bilhões de euros (R$ 76 bilhões) a mais a cada ano do que actualmente, informou o diário Die Welt citando cálculos que o governo federal deu em resposta a um pedido de Gerald Ullrich, membro do liberal Partido Democrata Livre (FDP). Essa avaliação baseia-se na actual proposta da Comissão Europeia (CE).

Por enquanto, Berlim contribui com aproximadamente 31 bilhões de euros (R$ 181,1 bilhões) para Bruxelas por ano, mas se a proposta – que cobre as finanças europeias pelos próximos sete anos – receber sinal verde, a soma total é projectada para virar enormes 308 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) ao longo desse período, informou o Die Welt.

A potência europeia já está enviando mais dinheiro para Bruxelas do que qualquer outro país dentro do bloco. As estatísticas para 2018 colocaram a Alemanha muito à frente da França e do Reino Unido. Agora, a saída deste último já afectou pesadamente as finanças da UE.

O aumento de 13 bilhões de euros (R$ 76 bilhões) está ligado ao Brexit, de acordo com o jornal alemão, ao deixar o bloco sem um de seus maiores contribuintes líquidos, o Reino Unido. A chefe da CE, Ursula von der Leyen – uma ex-ministra da Defesa da Alemanha – prometeu economizar custos, mas ao mesmo tempo faz com que os membros da UE paguem mais.

Gasto extra será gasto em digitalização, pesquisa, protecção de fronteiras externas, mudança climática e no programa de intercâmbio académico Erasmus, declarou Ullrich ao Die Welt.

Os líderes da UE devem realizar uma cúpula virtual nesta sexta-feira (19), para discutir por meio de uma videoconferência o orçamento do bloco para o período 2021-27, que integra o plano de recuperação planeado em meio à pandemia do novo coronavírus. Berlim não deu pistas ao comentar uma questão delicada.

“É claro que é muito cedo para lançar números específicos agora”, afirmou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, em entrevista colectiva em Berlim, conforme citado pela agência Reuters. Ele reconheceu, no entanto, que estava claro mesmo antes da pandemia que as contribuições da Alemanha aumentarão dramaticamente sob as actuais circunstâncias.

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FonteSputnik
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