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Bancos voltaram a atender situações correntes e ignoram o crédito

Respeitando à letra as orientações das autoridades sanitárias, os bancos comerciais abriram as portas submetidos a uma pressão da procura, por parte dos clientes, que registam presença em massa nos balcões.

Situação normal em tempo de restrições ditadas pelo confinamento em nome da Covid 19.

Entretanto o que se verifica não ser normal é a forma atabalhoada como é prestado o atendimento aos clientes, que ficam imenso tempo à espera de ser atendidos, para obter uma simples informação, sobre os procedimentos e facilidades de apoio ao crédito, que as nossas televisões dizem estar disponíveis na banca comercial, como estímulo à produção nacional e substituição das importações.

As pequenas e médias empresas, que o próprio Executivo diz estarem a ser criadas em massa no Guiché Único da Empresa, em substituição de outras que morrem de inanição, como alguém já disse, são hoje o retrato fiel de um novo arranjo destinado a utilizá-las como pretexto, num cenário montado para favorecer os interesses, daqueles que exercem o duplo papel na política e no empresariado.

Esta mácula retira o protagonismo, que o pequeno negócio possa exercer na criação da riqueza nacional. Contraria os pressupostos da ciência económica e põe em causa decisões políticas gizadas com um fim determinado, mas com resultados premeditados: favorecer sempre os mesmos.

O ideal é uma estratégia renovada de reconstituição do sistema, com menos burocracias e exigências de património, quando se podem utilizar mecanismos práticos e técnicos, em que o Estado assume também o risco de apoiar os pequenos e médios empresários, sem a pressão das garantias reais, como tem feito, obstruindo as oportunidades, daqueles que, com um auxílio financeiro, se querem projectar nos negócios, dando emprego e estabilidade ao sistema.

É uma medida utilizada por governos europeus, que hoje têm no seu sistema económico, agentes que se projectam na alta escala do negócio com apostas caucionadas pelo mercado financeiro.

Angola tem de deixar a idade média e avançar para a idade contemporânea e olhar para a realidade concreta, ditada por obstáculos, burocracias, desconfiança política e falta de criatividade na gestão do modelo económico, criado à imagem e semelhança de um grupo que se movimenta de forma coesa na gestão da coisa pública, deixando para trás, a força galvanizadora do desenvolvimento económico nacional.

As pequenas e médias empresas não precisam de muita burocracia para serem mobilizadas e integradas no modelo económico nacional. Devem merecer um grande empurrão para darem ao país a consistência da sua estratégia económica. E para isso é necessário inseri-las no modelo, sem burocracias, bastando apenas acautelar aspectos relacionados com a justiça e controlo tributário.

Os nossos bancos comerciais devem ser orientados numa outra perspectiva, que não aquela relacionada com a gestão dos depósitos e sua utilização em créditos a taxas de juro proibitivas.

Devem estar preparados para outros exercícios financeiros, que motivem os clientes a dar confiança aos seus propósitos. Há negócios a circular no débil mercado angolano, que se algum dia, forem explorados em conta, peso e medida, podem gerar excelentes resultados.

As novas tecnologias já accionam o comércio com uma ferramenta moderna, utilizada de forma primária, não permitindo que as empresas possam utilizá-las para adquirir utilitários na Internet, que fazem falta ao seu normal funcionamento.

As empresas criadas com essa finalidade são impedidas de funcionar porque não conseguem do banco, um produto financeiro, que facilite a sua relação comercial com o exterior. Isso desmotiva, transformando o país num local nada apelativo ao investimento.

É preciso pensar Angola como um país inserido num mundo global, onde tudo acontece com rapidez e eficiência, em nome da satisfação do cliente.

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