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Pós Covid-19: O sector automóvel angolano torna-se digital

O processo global de transformação digital e os avanços tecnológicos do presente estão a colocar o sector automóvel num estado de transição disruptiva. Os consumidores modernos querem e procuram a conectividade total. As necessidades e expectativas dos consumidores mudam rapidamente, o que representa um desafio adicional para os fabricantes. A busca incessante por experiências cada vez mais digitais forçou as construtoras a incorporar novas ofertas tecnológicas nos veículos.

Contudo, de acordo com uma nota chegada à Redacção do Portal de Angola, a transição digital não se reflecte apenas na inovação nos veículos. Também os vendedores precisam de se adaptar à nova realidade. Nos últimos anos, as principais concessionárias angolanas tornaram-se mais digitais, procurando uma maior proximidade com o consumidor.

Os angolanos já procuram carros sobretudo online

Comprar um carro era sinónimo de stress. O estereótipo de vendedor de automóveis que obrigava os compradores a um processo tenso e desagradável de negociação ainda está presente na mente de muitas pessoas. Os consumidores, muitas vezes munidos apenas de um anúncio de jornal, sentiam-se pouco informados e demasiado pressionados quando tentavam comprar um carro.

Hoje, os consumidores pesquisam sobre os veículos, antes mesmo de colocarem um pé num stand de vendas. Graças a sites como o www.angocarro.com toda a informação relevante passou a estar acessível com um simples clique num botão.

Acompanhando a tendência, também as principais empresas do sector automóvel angolano reconheceram as vantagens de fazer parte de um mercado regulado online, decidindo assim marcar presença no catálogo do AngoCarro. Actualmente, empresas como: “TDA – Paixão Automóvel”, “Kia – Imporáfrica”, “Auto Sueco”, “Organizações Chana/Feirão”, “Daimic”, entre outras, anunciam os seus veículos no AngoCarro, beneficiando assim os potenciais compradores, que mais facilmente analisam e comparam a oferta de veículos existente no país.

Visão das empresas do sector

Recentemente, o AngoCarro promoveu um inquérito sobre o estado do sector, não só junto dos seus parceiros mas também junto de outras empresas relevantes. Um dos parceiros que acedeu ao repto foi o Sr. Stanley da JES Motors Comércio Geral, uma empresa do Genuine Group International com sede no Dubai, Emirados Árabes Unidos. De acordo com o Sr. Stanley: “Um momento fulcral para a redução das vendas de veículos foi a introdução do IVA no ano passado.”

A implementação do imposto levou à subida do preço dos veículos, fazendo assim com que menos angolanos tenham capacidade de adquirir um automóvel. O representante da JES Motors menciona também o impacto da desvalorização do kwanza e toda a situação mais recente motivada pelo Covid-19, como factores que vieram aumentar ainda mais as dificuldades que já se sentiam relativamente às vendas de automóveis.

Contudo, após meses de paragem total, Sr. Stanley refere que a JES Motors está prestes a fechar várias vendas, um sinal positivo, ainda que tímido de alguma retoma de negócios.

Também o Grupo Cosal dá conta de uma quebra acentuada superior a 50%, comparativamente com o mesmo período do ano transacto. Este Grupo afirma: “Não podemos justificar que o motivo é somente o COVID-19, mas uma série de factores que envolvem a nossa economia, os quais estão relacionados a redução do preço do barril de Brent, inflação acentuada, depreciação da moeda entre outros.”

Contudo, nem tudo é negativo e algumas das empresas estão a aproveitar para se reinventar, procurando novas estratégias, como acontece com a Cosal: “Relativamente às oportunidades de negócio e face ao reduzido número de vendas, presentemente as oportunidades estão viradas, para o negócio de após-venda e marketing digital.”

Novas estratégias para chegar ao consumidor

Do exterior, segundo o documento, também nos chegam bons exemplos de como a indústria automóvel está também a abraçar o processo global de digitalização. Vários showrooms internacionais foram transformados em mercados digitais equipados com funcionalidades de realidade virtual. É o caso do salão de exibição virtual da Audi em Londres, onde uma mão cheia de carros reais estão em exibição, rodeados de ecrãs gigantes exibindo toda a informação relevante.

As funcionalidades da realidade virtual permitem que os consumidores abram as portas, tenham uma visão de 360 graus do interior e do exterior e até que oiçam os efeitos de som de um modelo específico. Em resposta à ânsia crescente por parte dos consumidores, de pesquisar e comprar online, é provável que em breve várias grandes empresas passem a vender automóveis e peças directamente através dos seus websites.

A ameaça da criminalidade cibernética

O maior apetite dos consumidores por mercados digitais acarreta também desafios, sendo a segurança uma das questões mais relevantes. O crime cibernético causa prejuízos na ordem de centenas de milhões de dólares americanos à economia mundial, afectando não apenas empresas, mas também milhões de utilizadores particulares em dezenas de países.

Aliás, a nível mundial, o crime cibernético é já o segundo tipo de crime mais relevante (que mais pessoas afecta). Anualmente, estima-se que 700 milhões de pessoas sejam vítimas de algum tipo de crime cibernético, a nível mundial. O impacto estimado do crime cibernético é de 500 biliões de USD.

Apesar de não existirem números oficiais relativamente ao crime cibernético em Angola, é possível notar o crescimento desse tipo de actividade em algumas áreas, principalmente em Grupo de Vendas no Facebook e em sites de classificados escassamente regulados.
Sabendo que a confiança é um factor fundamental para incentivar os utilizadores angolanos a utilizarem de forma mais regular os mercados digitais, o portal AngoCarro aceita apenas utilizadores verificados e trabalha com algumas das mais reputadas empresas de venda de automóveis de Angola – deste forma, este site tem conseguido conquistar a confiança do público.

Adicionalmente, o AngoCarro colocou em vigor um conjunto de medidas destinadas a oferecer um mercado online tão transparente e regulado quanto possível:

• Validação da identidade dos novos anunciantes através da verificação de um documento pessoal;
• Verificação de todos os anúncios publicados;
• Limitação do número de anúncios gratuitos aos utilizadores particulares;
• Bloqueio de utilizadores suspeitos;
• Aposta na informação e na educação dos utilizadores, para que estes adoptem comportamentos seguros no momento de fechar um negócio.

O futuro do sector automóvel

Nesta fase dificil, o sector automóvel deve perseguir a resiliência. A resiliência requer criatividade e frequentemente conduz à reinvenção. A melhoria dos custos estruturais e das redes de negócio foi inevitável.

Contudo, com uma visão de longo termo e com capacidade de se reivenventarem, as empresas do ramo estão a conseguir encontrar novos modelos de negócios – incluindo aqueles assentes na digitalização. A lição que está hoje a ser aprendida constituirá uma força para o futuro.

Todos os indicadores, e a experiência anterior, demonstram que as oportunidades futuras superarão os desafios presentes e que o sector automóvel irá recuperar. Contudo, a inovação e a digitalização são processos que não podem parar e quem abraçar com mais vigor estas novidades conseguirá mais rapidamente atingir resultados positivos.

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