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Lunda Sul sem fiscais ambientais

A província da Lunda Sul, localizada no centro da região leste de Angola, não dispõe de fiscais ambientais para combater a caça furtiva, exploração ilegal de carvão, madeira, abate de árvores e queimadas anárquicas, revelou hoje, segunda-feira, o director do Gabinete Provincial do Ambiente e Resíduos Sólidos, Carlos Ferreira.

Para combater estes fenómenos, a província necessita de 500 fiscais ambientais, segundo o responsável que falava à Angop a propósito da preservação ambiental.

Face a esta situação, o gabinete gizou um plano de formação de formadores para os quatro municípios (Saurimo, Muconda, Cacolo e Dala), com vista a formar 500 fiscais, acção condicionada pela pandemia da covid-19.

Assegurou que tão logo seja ultrapassada ou minimizada a actual situação epidemiológica, a prioridade será a formação dos fiscais, tendo em conta o índice de caça furtiva e queimadas anárquicas na região, colocando em risco a biodiversidade.

Desassoreamento do rio Muangenji

O rio Muangenji, localizado a nove quilómetros da cidade de Saurimo, não é desassoreado há mais de 10 anos.

O não desassoreamento do rio, sobretudo na época chuvosa, tem criado muitos transtornos na circulação rodoviária pelo facto transbordar e impedir a passagem na estrada nacional 180, que liga Lunda Sul a Lunda Norte.

Sobre este assunto, o responsável aponta a ocupação de terreno durante o conflito armado, a montante do rio, por parte da população nos bairros Txicumina, Manauto e Txisainga, progressão de ravinas, devido as fortes chuvas que se abatem na província, como causas do assoreamento.

Aponta como solução para o seu desassoreamento, o estancamento das ravinas, construção de valas de macro e micro drenagem paralelas ao rio e perpendicular, para drenar as águas pluviais.

O governo da Lunda Sul gizou um projecto que visa o desassoreamento profundo do rio, entregue ao Ministério das Obras Públicas, aguardando a disponibilização financeira para a sua implementação.

Das 28 ravinas de grandes proporções que ameaçam destruir várias infra-estruturas sociais no município de Saurimo, apenas quatro foram estancadas.

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FonteAngop
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