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Líderes parlamentares reconhecem eficácia das medidas de prevenção

O presidente do grupo parlamentar do MPLA, Américo Cuononoca, afirmou, ontem, que o Estado de Emergência permitiu um controlo da pandemia e a redução da expansão do vírus em todo país.

Ao destacar o envolvimento de todos os sectores que integram a Comissão Multissectorial, o deputado salientou que o relatório a ser apresentado hoje contém dados importantes sobre o controlo da pandemia.

Em declarações ao Jornal de Angola, Américo Cuononoca reagiu também às preocupações dos deputados da oposição sobre o relatório a ser apresentado à Assembleia Nacional.

“A oposição sempre exigiu ao Executivo a apresentação dos Relatórios e Balanço das actividades e o documento foi disponibilizado”, disse. O deputado adiantou que no relatório constam os valores disponibilizados pelo Governo, o material adquirido e gasto, a formação, entre outros dados. “Os deputados da oposição exigiram este relatório no meio do Estado de Emergência sem razão, porque tinha de ter uma data limite. Terminou o Estado de Emergência e o Executivo está a apresentar os relatórios das actividades realizadas”, sublinhou.

UNITA reconhece efeitos da medida do Executivo

O primeiro vice-presidente do grupo parlamentar da UNITA, Maurílio Luiele, afirmou que a aplicação do Estado de Emergência foi necessário para a prevenção da Covid-19 e que teve os seus efeitos. O deputado entende que alguns aspectos devem ser observados para uma correcta aplicação das medidas na nova situação de calamidade. O político afirmou que a UNITA está preocupada com o aumento dos casos da doença no país, sugerindo ao Executivo a aplicação de medidas em função do aumento dos casos da doença.

A UNITA, lembrou, propõe o reinício das aulas no mês de Setembro e o alargamento da capacidade de testagem nas comunidades.

“O alargamento da capacidade de testagem permite o isolamento dos casos e uma forma de controlar a transmissão comunitária, que é a mais temida”, disse o deputado, salientando ser importante que se mantenham todas as medidas de higienização e de distanciamento social.

Segundo o parlamentar, a medida do Executivo em decretar o Estado de Emergência, quando o país tinha apenas dois casos, permitiu às autoridades ganhar tempo para tomar medidas necessárias para a contenção da doença.

CASA-CE: medidas foram positivas

O quarto vice-presidente da Assembleia Nacional, Manuel Fernandes , considerou positivas as medidas tomadas pelo Executivo de confinamento social, bem como a cerca sanitária provincial de Luanda, que impediu a propagação do vírus pelo país em larga escala.

O deputado da CASA-CE ressaltou alguns elementos que, na sua opinião, não foram muito bem conseguidos. “O Decreto sobre o Estado de Emergência não foi cumprido na íntegra. O Decreto fazia referência à possibilidade do Executivo colocar as condições de higienização a todos os cidadãos através da distribuição de água, mas percebemos que, em alguns casos, houve corte dos serviços de água e de energia eléctrica”, afirmou o deputado. O político falou, também, do “excesso de zelo” das forças da ordem durante o Estado de Emergência. Sobre o balanço geral, o deputado da CASA-CE quer saber os custos financeiros ao longo do período e os resultados obtidos do ponto de vista social.

PRS: decisão oportuna

O deputado Benedito Daniel, do PRS, defendeu, também, que o Executivo deve apresentar os custos totais dos gastos durante o Estado de Emergência. “O controlo desta pandemia envolve somas monetárias. Estão a ser comprados medicamentos, materiais de biossegurança, construção de hospitais de campanha e isso tudo envolve dinheiro do Estado. Depois destes gastos, seria importante que se fizesse algum balanço sobre o que já se gastou, o que estava planificado e o que se vai gastar”, afirmou o deputado, sublinhando que não se pode apenas decretar Estado de Emergência sem se saber os benefícios e os prejuízos que esta situação trouxe.

O deputado afirmou que o Estado de Emergência foi uma decisão oportuna, porque impediu o país de sofrer as consequências previstas pela OMS. “Foi uma decisão oportuna, porque salvaguardou vidas”, sublinhou.

O parlamentar reconheceu, contudo, que o Estado de Emergência trouxe consequências económicas e sociais para o país. “Nesta altura ninguém previa estas consequências, mas outras eram previstas. Pensou-se em salvaguardar o bem essencial que é a vida e as outras consequências foram consideradas como subsidiárias”, disse.

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