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Morreu aos 98 anos o magnata dos casinos de Macau Stanley Ho

O magnata macaense do jogo de Macau Stanley Ho morreu hoje aos 98 anos no Hong Kong Sanatorium Hospital, revelou a imprensa local. Figura proeminente do antigo território administrado por Portugal, Stanley Ho era um dos homens mais ricos do continente asiático com uma fortuna pessoal que segundo o South China Morning Post era avaliada no ano de 2018 em 5,9 mil milhões de euros.

O magnata cuja saúde debilitada havia mais de uma década após um traumatismo subsequente a uma queda na sua residência em 2009, tinha-se reformado em 2018, tendo transferido para a filha Daisy Ho, a presidência do seu grupo, a SJM Holdings (Sociedade de Jogos de Macau).

Este grupo empresarial que abrange 19 casinos em todo o mundo, nomeadamente o conhecido «Grand Lisboa» em Macau, mas igualmente outros templos dos jogos e unidades hoteleiras de luxo em Portugal, inclui também serviços de travessia de helicóptero entre Macau e Hong Kong e ainda investimentos nos desportos hípicos.

Denominado de «padrinho», pai de 17 filhos que teve com 4 mulheres diferentes, Stanley Ho, nascido no dia 25 de Novembro de 1921, era filho de uma abastada família de Hong Kong que perdeu tudo na bolsa. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, fugindo da invasão japonesa, estabeleceu-se em Macau onde casou com Clementina Leitão, filha de uma das mais influentes famílias do território que vai abrir-lhe as portas da elite politica e económica local.

Nos anos 60, com a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) alcança o monopólio dos jogos naquele território, um monopólio que conserva até 2002, sendo que os acordos que cela na altura com a administração de Macau vão transformar fisicamente aquela zona, com a dragagem de canais de navegação ou ainda a construção do centro cultural de Macau e do aeroporto local.

Figura tutelar de Macau,Stanleu Ho não deixou de ser homenageado ainda em vida. Em 1998, o seu nome foi dado a uma avenida em Macau e, entre as várias honras que lhe foram prestadas, recebeu de Portugal a Grã-Cruz da Ordem do D. Infante D. Henrique e o grau de Comendador da Ordem do Mérito portuguesa.

Ao falar da importância de Stanley Ho para Macau, José Carlos Matias, director da revista «Macau Business», considera que «a história de Macau do pós-segunda guerra mundial confunde-se com o contributo de Stanley Ho» que a seu ver foi «um dos construtores da Macau moderna».

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