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Téte António aborda dívida e investimentos em Angola com homólogo chinês

Num telefonema entre o ministro das Relações Exteriores, Téte António, e o homólogo chinês, Wang Yi, a dívida de Angola à China foi um dos assuntos abordados, assim como o investimento directo de empresas chinesas no País. O governante incitou a China a aproveitar o processo de privatizações das 195 empresas públicas que o Governo angolano pôs em marcha.

A informação foi anunciada num comunicado de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, que, contudo, não avança mais pormenores sobre a questão da dívida de Angola à China, que ronda os 23 mil milhões de dólares norte-americanos, segundo admitiu o Governo há cerca de dois anos.

Uma moratória, de pelo menos três anos, para pagar a dívida pública, tem, de resto, sido defendida por economistas angolanos como escapatória para o País poder dedicar-se ao fomento da economia nacional, e o Presidente chinês, Xi Jinping, já garantiu que a China vai trabalhar em conjunto com as restantes economias do G20 para acordar um alargamento do prazo de pagamento da dívida dos países mais pobres, como parte das medidas para superar a actual crise económica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O processo de geminação de cidades angolanas e chinesas foi igualmente discutido na conversa. O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros deu a conhecer os esforços do seu país no combate à Covid-19, e disse estar a acompanhar, com bastante interesse, a forma como as autoridades angolanas têm vindo a gerir a situação da pandemia do coronavírus.

Wang Yi falou, igualmente, da ajuda do seu país a Angola, salientando que o facto de existirem boas relações entre ambos os países coloca a China em melhores condições para compreender as dificuldades de Angola.

“Esta e demais razões levaram a China a envidar esforços para ajudar os países africanos, incluindo Angola, apesar da já difícil situação que o país atravessa”, afirmou.

“A natureza da nossa parceria criou, igualmente, uma confiança mútua”, acrescentou o chefe da diplomacia chinesa, que prometeu encorajar as empresas chinesas a fazerem o investimento directo em Angola, sobretudo depois da Covid-19, “como forma de aprofundar, cada vez mais, a amizade entre os dois povos”.

FonteNJ

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