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Promotores culturais procuram soluções para reacender as artes no Bengo

A pandemia da Covid-19 está a levar os agentes e promotores culturais a procurar por melhores soluções para reacender o brilho das artes no Bengo. Mesmo com grande parte das actividades culturais canceladas, a maioria decidiu apostar na criatividade.

A saída mais comum está a ser o uso das redes sociais e outras plataformas para divulgar os projectos culturais, embora as dificuldades de implementação estejam mais viradas para o público local, ainda pouco acostumado a tais ferramentas. Para o agente cultural Miguel da Costa André, residente em Caxito, o isolamento social tem sido um entrave no desenvolvimento das actividades, em especial as artísticas, mas é, também, um bom desafio à criação individual.

“Infelizmente não estamos incluídos no grupo de excepções e a maior parte das actividades culturais envolve um aglomerado de pessoas, quer seja em espaços abertos ou fechados. Estamos sem recursos para pagar as despesas diárias, os impostos de consumo obrigatório e perdemos os links com boa parte dos clientes e parceiros. Mas temos usado outros meios para poder continuar no activo”, disse.

Anteriormente, nesta época, desabafou, estaria a realizar os castings para o projecto Bengo Dança e a preparar a 4° edição do Festival Rostos do Bengo e Malanje. Porém, actualmente tem estado a criar projectos online para incentivo à criação artística, ainda pouco desenvolvida no Bengo. “É necessário haver políticas públicas mais activas de promoção e apoio à criação artística, da parte do Executivo. Temos de olhar a cultura como fonte de receita e, também, um meio para lutar contra o desemprego”, concluiu.

Orlando Paulo Mateus, outro promotor cultural local, vê o cancelamento dos ensaios, contratos e de espectáculos como um entrave sem igual, que vai criar enormes prejuízos na hora de fazer o balanço de 2020. “Tive de cancelar seis espectáculos no Bengo, Uíge, Luanda e Cuando Cubango, assim como duas formações para actores e a primeira edição do Festeatro Bengo, festival inter-provincial de teatro”, lamentou.

Porém, apesar dos constrangimentos, Orlando Paulo Mateus disse que continua a trabalhar, em especial na sensibilização da sociedade, para o cumprimento das medidas do isolamento social. “Estamos a procurar criar projectos ambiciosos, à semelhança do que acontece no mundo, para sobreviver a esta crise, mas é necessário que o Ministério da Cultura e os gabinetes provinciais apoiem algumas destas iniciativas”, apelou.

A mesma situação aflige o produtor musical Admaro da Silva, que teve de cancelar actividades artísticas e a apresentação de novos projectos, um dos quais do Team dos Acordados e uma digressão com o DJ Kilombada. “Teremos de fazer muitas contas quando passar este período. Ajustes terão de ser feitos em muitas áreas e a corrida contra o tempo vai ser voraz. Mas muitos têm sabido usar as redes sociais para promover trabalhos, um acto que ainda não é a melhor saída em certas comunidades. Por isso, o Ministério da Cultura deve fazer um trabalho de auscultação”, destacou.

Admaro da Silva acredita que a pandemia trouxe uma nova forma de enxergar a cultura e as artes em Angola e no mundo, assim como desvendou parte da realidade social da classe artística nacional, em especial fora da capital, Luanda. “O Ministério deveria também apoiar os empreendimentos culturais, capazes de gerar mais postos de trabalho, particularmente em determinadas comunidades com grande potencial artístico, mas pouco valorizados, a tal ponto de grande parte da tradição estar a desaparecer devido à falta de interesse dos jovens e dos fazedores locais”, criticou.

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FonteJA
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