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Covid-19: Família de adolescente morto recebe apoio policial

A Direcção do Ministério do Interior na província de Benguela está a apoiar, com bens alimentares e materiais diversos, a família do adolescente morto pela Polícia, no dia 13 do corrente mês, para “minimizar a perda e dor”, assegurou hoje, Waldemar José.

Ao intervir durante a comunicação de actualização da covid-19 nas últimas 24 horas em Angola, porta-voz das forças da ordem e segurança disse que, “apesar de não trazer de volta o ente querido falecido”, espera que a iniciativa possa minorar as dificuldades.

O adolescente de 14 anos é filho de um efectivo da Polícia Nacional local, alvejado acidentalmente durante uma tentativa de reposição da ordem aquando de uma contenda ocorrida no Mercado do Peixe, em Benguela, depois de um grupo de jovens ter sido acusado de roubar peixe numa bancada e resistir à tentativa de detenção.

Perante o tumulto contra as forças de Defesa e Segurança, provocado pelos jovens, que usaram catanas, pedras e facas, os agentes sentiram-se obrigados a dispersar a população com tiros, tendo alvejado mortalmente o cidadão de 14 anos e deixando ferido um outro.

Quanto ao cidadão ferido, Waldemar José avançou estar fora de perigo, podendo vir a exercer a sua actividade de “ganha-pão” muito brevemente.

Apesar disso, o porta-voz das forças de Defesa e Segurança anunciou estar a decorrer um inquérito contra o agente que alvejou mortalmente o jovem adolescente, para se apurar se houve excesso de legitima defesa e apurar-se responsabilidade.

Na ocasião, reiterou o apelo no sentido de os cidadãos não enfrentarem as forças da ordem, uma vez que estes estarão sempre no direito de usar os meios à medida da situação.

“Não é possível usar balas de borrachas numa situação em que os meliantes estão munidos com arma de fogo propriamente dita (AKM). Isso só acontece nos filmes. Nunca se esqueçam que os polícias e militares são também pessoas, têm famílias, sentimento e medo”, defendeu.

A propósito, referiu-se a casos de polícias e militares agredidos em Luanda e em certas províncias do país, no exercício das suas actividades no quadro do Estado de Emergência, com realce para um agente que se encontra hospitalizado com os membros partidos, após atropelamento propositado.

Por outro lado, negou que se tenha orientado os taxistas a procederam a cobrança da corrida de táxi em passageiros com acompanhantes ao colo, configurando um procedimento desleal e de má-fé, acções que promete virem ser investigadas.

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