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A Memória, o Silêncio e a COVID 19(III)

Gabriel Baguet Jr

A Memória e o Silêncio coabitam neste designado ” novo normal” com os passos quotidianos das nossas Vidas em diferentes planos. No quadro da Sociedade de Informação Global, Memória e Silêncio ocupam o espaço mediático aos mais variados níveis de discussão e reflexão sobre a Pandemia e com os Estados e os seus Governos a gerirem a situação quer ao nível das estratégias ao nível dos Sistemas de Saúde Pública, como a revitalização dos Sistemas financeiros por via do impacto que esta terrível Pandemia trouxe ao contexto económico de cada Nação.

Estes factos e as implicações em múltiplos sectores de actividade, trouxe novas realidades em pleno Século XXI e também motivações em torno da geopolítica do mundo. Na Memória e no Silêncio de cada dia, observamos como a narrativa desta realidade modificou comportamentos, mas não alterou o pensamento de muitas pessoas face aos factos desta Pandemia Mundial. Por um lado, este novo vírus implicou no domínio da Saúde Pública Global novos Olhares. Um deles reside nas diferenças substantivas ao nível social, no plano médico mundial e no plano económico sem esquecer os novos procedimentos no acesso à Saúde quer Pública, quer Privada. As inquietações colocaram-se e colocam-se face à invisibilidade de um vírus que à escala global não olhou para classes sociais nem para os Poderes corporativos que infelizmente não se alteram e vão minando a realidade social, gerando perguntas várias e sem respostas concretas. Por exemplo, o flagelo da Fome aumentou significativamente e afecta globalmente milhares de seres humanos. Na Memória ficam para Memória Futura os relatos, mas também os factos que as Televisões de todo o mundo nos mostram todos os dias. As imagens que marcaram infelizmente o início da Pandemia até ao presente momento evidenciam factos concretos como o acesso aos Equipamentos de Protecção Individual como máscaras, luvas, álcool,gel desinfectante, viseiras e os necessários e fundamentais ventiladores para quem teve que confrontar-se infelizmente com esta nova doença que alterou significativamente o estado do mundo. E durante este infeliz período, foi e é notável como todos os profissionais de saúde e onde se incluem médicos, enfermeiros, auxiliares operacionais, administrativos, empregados de limpeza e outras especialidades ligadas à saúde como assistentes sociais, psiquiatras, psicólogos, biólogos e outros investigadores ligados à Infecciologia e à Virologia sem esquecer o papel crucial e fundamental da classe Farmacêutica em todo o mundo. Esta Memória ficará para sempre na nossa retina. Igualmente é e continua a ser notável o esforço diário de diversas profissões como os empregados dos supermercados, da recolha do lixo e de todas aqueles que asseguram que a nossa Vida continue como os agentes de segurança, os funcionários dos transportes públicos e todas as mulheres e homens que nos seus Silêncios continuam a combater a Pandemia no registo das suas Memórias. Por outro lado nesta arquitectura dos nossos novos dias, há mulheres e homens que de forma discreta financiam a procura da tão desejada Vacina ou Fármaco que estanque tanto sofrimento humano. E essa esperança faz-nos acreditar em dias mais coloridos e de sonho. Porque é preciso sonhar e quebrar com as burocracias e as assinetrias. Os preconceitos de análise face ao sofrimento individual de cada um Ser Humano, não pode ser sustentado por tiques de Poder e de exclusão. A Pandemia afectou-nos a todos sem escolha de território ou de origem. O importante é um diálogo a uma só voz. Ou seja, o discurso político global tem que ser igual e inclusivo. Está atitude permitirá criar novas Avenidas de Fraternidade e Justiça Social. Porque nem todos têm os mesmos recursos médicos e económicos. Por isso emerge redesenhar novas Atitudes e Mentes mais abertas e disponíveis para perceber a importância do Desenvolvimento Humano. Se todos cumprirmos o sonho vinculativo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o sonho pode e deve ser uma realidade que trará novas Alegrias tão necessárias para colorir as Ruas de Esperança. A Memória e o Silêncio agradecem uma nova Comunicação Global e um renovado discurso da Governação Global.

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