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O longo processo até à quarentena para viajantes em Hong Kong

Laurel Chor aterrou em Hong Kong há seis dias e como todos os recém-chegados ao território está obrigada a um isolamento de 14 dias. O primeiro teste ao novo coronavírus, que fez à entrada deu negativo, o que não altera os procedimentos. Terá, aliás, de repeti-lo no final.

Laurel voou de Paris para Hong Kong, via Londres, passou pelo aeroporto de Heathrow, mais precisamente, e conta como tudo se desenrolou. Após o desembarque foi obrigada a preencher uma ficha médica e uma ordem de quarentena. Ligaram-lhe mesmo para o seu número de telefone para garantir que funcionava.

“Fui instruída a digitalizar um código QR e a descarregar uma aplicação que rastreia a minha localização”, explica. Também recebeu uma pulseira de rastreio, ligada à referida aplicação e que está proibida de retirar do braço.

Com a ordem de quarentena recebeu também um folheto explicativo mas com um espaço para registar a sua temperatura, duas vezes por dia, durante duas semanas, e possíveis sintomas. Estava também obrigada a anotar as matrículas dos transportes utilizados para chegar a casa. Mas o processo estava longe de estar terminado.

Da sala de bagagem ao centro de convenções

Depois de ir buscar a bagagem foi levada, num autocarro, até um centro de convenções, nas proximidades, explica. Ai deixou as malas, e recebeu o número para ir recuperá-las, mais tarde. Seguiu por outro corredor onde esperou, numa longa fila, para obter kits de teste personalizados. Antes de ser levada para uma cabina, onde lhe foi colhida uma amostra de saliva, foi obrigada a assistir a um vídeo institucional e explicativo, num enorme salão com três ecrãs, também grandes.

De salão em salão, diz que chegou ali cerca das 10 horas da manhã e que já está ali há seis horas sem sequer saber o resultado do teste. Pelo menos, não lhe faltou comida nem água, ou mesmo, num dado momento, bolachas.

O resultado do teste

Acabaram por chamar o seu número e dizer-lhe que o teste tinha dado negativo. “Felizmente”, desabafa, caso contrário seria levada, imediatamente, para o hospital.

“Aterrei às 8h da manhã, já passa das cinco da tarde. Teremos de fazer um novo teste a 25 de maio, porque nunca se sabe se quando chegámos era muito cedo para o teste dar positivo”, explica acrescentado que ainda não estão “fora de perigo”, ela e todas as outras pessoas que chegaram com ela.

Quatro dias depois de sair do aeroporto ainda não tinha posto sequer um pé fora do seu apartamento, e estava consciente de que não poderia fazê-lo nos 10 dias seguintes, até porque estava a ser vigiada pelas autoridades e fugir ao confinamento significaria pagar uma multa de 3000 euros e submeter-se a seis meses de prisão. Quanto a telefonemas por parte das autoridades recebeu apenas um.

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