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Covid-19 também “esvaziou” bolsos dos homens do apito

A crise provocada pelo coronavírus colocou as pessoas em casa, parou as competições desportivas no seu todo. No mundo e em Angola em particular a Covid-19 “esvaziou” os bolsos de muitos trabalhadores. No desporto, os árbitros são dos mais afectados da classe, conforme o testemunho de profissionais que dizem ter ficado com os “bolsos vazios” desde que o Governo decretou estado de emergência a 27 de Março.

Vicente Garcia, presidente da Associação dos Árbitros do Futebol de Angola (AAFA), em entrevista ao Novo Jornal, revelou que os seus associados estão a viver uma realidade dura por a arbitragem nacional ser ainda amadora, em função do próprio futebol que ainda não é profissional.

“A classe de arbitragem no futebol angolano nunca foi profissional por razões conhecidas. Não depositámos a nossa vida financeira nos rendimentos que ganhámos do desporto. O prémio que se ganha por apitar uma partida de futebol é algo simbólico, pois nesta fase de crise ficámos com os bolsos vazios”, apontou Vicente Garcia da Associação dos Árbitros do Futebol de Angola.

O Novo Jornal soube do presidente da associação que os árbitros em Angola, no futebol em particular, são remunerados por partida “de forma simbólica”, pelo que têm estado à espera dos órgãos competentes, no caso das instituições desportivas que tornem o futebol profissional.

Para o líder associativo, o valor mínimo de um árbitro em Angola é de 55 mil kwanzas – rendimento que aufere o quarto árbitro num determinado encontro.

O comissário é o membro que mais valor ganha, chegando a atingir 75 mil kwanzas, 70 para o árbitro principal e 65 para o assistente.

Vicente Garcia considerou que, num campeonato onde os jogadores dos principais clubes chegam a ganhar sete milhões de kwanzas/mês, esse é um valor que pode chegar à cifra percentual de 140 vezes mais.

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