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Corno de África: Praga de gafanhotos-do-deserto está a perder força na guerra contra o mundo

No início de Abril, tanto as Nações Unidas como as ONG”s a trabalhar no terreno e os Governos nacionais dos países afectados, temiam que a segunda vaga da praga de gafanhotos-do-deserto na África Oriental, onde o Corno de África surgia como a região de maior risco, fosse causar fome generalizada porque os meios para a combater estavam a ser desviados para atacar a pandemia da Covid-19, mas os avisos chegaram a tempo e hoje a realidade é outra.

Mais de 720 mil toneladas de cereais que estavam no caminho dos enxames de gafanhotos esfomeados foram salvas porque o aviso lançado no fim de Fevereiro para o risco de a falta de meios, desviados para a frente de batalha contra a pandemia do novo coronavírus, estar a impedir os Governos, a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e várias ONG”s de fazer o seu trabalho, alterando o rumo dos acontecimentos no sentido de dar prioridade ao ataque à invasão de insectos.

Depois de no final de 2019 centenas de enxames, alguns com mais de 150 milhões de gafanhotos, terem, vindos dos desertos arábicos, percorrido milhares de quilómetros na África Oriental, desde a Somália, Quénia, Eritreia, Etiópia, Uganda, Sudão e Sudão do Sul, destruindo tudo à sua frente, agora, entre Março e Abril, esta praga regressou, segundo a FAO 20 vezes mais poderosa, mas com o problema acrescido de estar a coincidir com o crescimento das culturas agrícolas das quais dependem mais de 20 milhões de pessoas.

Os alertas foram lançados, mas o mundo parecia estar focado no combate à pandemia da Covid-19, até que acordou para a possibilidade de milhões de vidas estarem em risco e os meios necessários para que as equipas no terreno combatessem os insectos, como referem as Nações Unidas, começaram a chegar, permitindo às comunidades ganharem tempo para as colheitas de milho, trigo e outros cereais em risco, chegando às 720 mil toneladas.

Na primeira vaga desta praga, os gafanhotos puderam percorrer milhares de quilómetros mas entre Dezembro e Fevereiro praticamente não há campos cultivados nesta região, o que levou a que as consequências, apesar de sérias, foram menos graves que aquilo que poderia suceder agora, em plena época de crescimento das culturas agrícolas com os países no seu caminho, já de fustigados por anos a fio de prolongadas secas, quase indefesos.

O chefe da FAO nesta região Qu Dongyu, numa comunicação emitida pela ONU, sublinha que, apesar de ter sido possível evitar o pior, para já, “vai ser necessário mais acção para garantir a segurança alimentar” das populações locais, pelo menos enquanto a estação das chuvas se prolongar, que, “mesmo sendo essencial para a agricultura e a pastorícia, também fornece condições ideais para o florescimento dos enxames”.

“Os nossos ganhos foram significativos mas a batalha está longe de ganha”, diz ainda Qu Dongyu, acrescentando que ainda há “muita gente em risco no caminho dos gafanhotos” em pelo menos 10 países, como a Eritreia, Djibuti, Etiópia, Quénia, Somália, ou, entre outros, Tanzânia e Iémen, nesta área do mundo, mas também na Ásia, tendo igualmente gigantescos enxames partido do deserto arábico para as fronteiras da China, Paquistão e Afeganistão.

E já não há dúvidas de que este conjunto de enxames formam a mais grave e destrutiva praga de gafanhotos-do-deserto em mais de um século, sendo que apenas um enxame de 150 milhões de indivíduos por quilómetro quadrado pode, num só dia, ingerir alimentos para alimentar mais de 30 mil pessoas.

Com o pior já aparentemente ultrapassado, a FAO adverte que em Junho, se as condições meteorológicas forem as que se prevêem, com mais humidade que o normal, depois de chuvas intensas após anos a fio de seca, uma poderosa segunda vaga este ano de gafanhotos pode colocar de novo a vida de milhões de pessoas em causa.

Os meios indicados para combater este tipo de pragas são os insecticidas dispersados por via aérea e a capacidade de prever para onde se dirigem os enxames, como é o caso dos meios aplicados neste caso com o apoio de um supercomputador criado no Reino Unido.

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FonteNJ
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