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Morreu em Paris Tony Allen “o maior baterista do mundo”

O músico nigeriano Tony Allen, baterista e co-criador do Afrobeat com o seu compatriota Fela Kuti, morreu esta quinta-feira em Paris com 79 anos, confirmou o seu empresário Éric Trousset, avançando que “a causa exacta da morte é desconhecida, mas não foi Covid-19”.

O lendário baterista nigeriano Tony Allen, director musical e co-pioneiro do afrobeat com seu compatriota Fela Anikulapo Kuti,morreu esta quinta-feira (30/04) em Paris, com 79 anos de idade.

O seu empresário Éric Trousset confirma que Tony Allen não foi vítima do novo coronavírus, “ele estava em forma, foi tudo muito repentino, falei com ele às 13H00 e duas horas depois sentiu-se mal e foi transportado para o hospital Pompidou, onde faleceu”.

Nas décadas de 1960 e 1970, Tony Allen foi o baterista e director musical do seu compatriota Fela Kuti, com quem criou o afrobeat, um género sincopado, hipnótico e repetitivo, cruzando jazz e África, misturando os estilos highlife, com a poliritmia ioruba, jazz e funk, que se tornou numa das correntes fundamentais da música africana no século XX.

A essa música, Fela adicionou as letras revolucionárias e pan-africanistas, que o tornariam um dos símbolos da luta pelas liberdades em África.

Juntos descobriram o combate e as reivindicações de afro-americanos como Martin Luther King, Malcom X e os Black Panter Party, durante uma digressão pelos Estados Unidos, nos anos 1960.

Com Fela e o grupo “África 70”, Tony Allen gravou cerca de 40 álbuns, antes dos músicos se separarem no final dos anos 1970, após 26 anos de colaboração Tony prosseguiu a sua carreira a solo, continuando a colaborar com inúmeros músicos de renome mundial.

O seu ritmo era tão intenso que quando Tony se separou de Fela, foi necessário incluir quatro percussionistas na banda, para o substituir.

No início dos anos 1980 Tony Allen instalou-se em Courbevoie, nos arredores de Paris e gravou com músicos franceses como Jean-Michel Jarre, Charlotte Gainsbourg, o grupo Air ou ainda Sébasiten Téllier e em 2005 voltou às suas fontes originais e gravou na Nigéria o álbum “Lagos No Shaking”.

O músico britânico Brian Eno definiu Tony Allen como o “melhor baterista” de todos os tempos.

Autodidacta, Tony Allen começou a tocar aos 18 anos e se alimentou do som de Dizzy Gillespie e Charlie Parker, além da música africana contemporânea.

Também tocou bateria em The Good, The Bad and The Queen, fundado por Damon Albarn, líder do grupo Blur, gravou entre muitos outros com o músico sul-africano Hugh Masekela, o camaronês Manu Dibango, mas também participou em duas faixas do último disco, lançado em 2018 do músico angolano a residir em Paris, Lulendo: “Mwinda” e “África meu amor”, que nos deu o seu testemunho comovido, com o desaparecimento inesperado de Tony Allen.

Com o falecimento em Março do saxofonista e vibrafonista camaronês Manu Dibango, com quem Tony Allen gravou “Negropolitan” e “Wakafrica”, 2020 ficará marcado como um ano triste para a música africana.

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FonteRFI
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