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Última Hora: Ministro da Justiça Sergio Moro anuncia saída do governo Bolsonaro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou no fim da manhã desta sexta-feira (24) a sua saída do governo do presidente Jair Bolsonaro. A decisão do ex-juiz federal foi oficializada durante uma entrevista coletiva em Brasília.

A gota d’ água para que o ex-magistrado, peça importante da Operação Lava Jato enquanto ocupou a 13ª Vara Federal em Curitiba, foi a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, nome de confiança e indicado por Moro.

A saída do homem de confiança do ministro na PF era aguardada desde a quinta-feira (23), quando Bolsonaro informou Moro que estava decidido a mudar o comando da PF. Ao longo do dia, muito se especulou sobre a saída do ministro, que foi negada pela assessoria do ministério.

Entretanto, de acordo com assessores de Moro, ele foi pego de surpresa com a exoneração de Valeixo, durante a noite, publicada no Diário Oficial da União.

No documento, citado pela Sputnik, lê-se que a saída do então diretor-geral da PF foi “a pedido”. Contudo, aliados de Moro afirmaram que a assinatura dele no documento foi mera formalidade e creditaram a decisão ao presidente da República.

Especula-se que a instauração de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para a investigação dos organizadores e financiadores dos atos antidemocráticos do domingo passado, teria precipitado a saída de Valeixo.

O agora ex-diretor-geral da PF vinha sendo pressionado há meses e nos bastidores dizia-se que reclamava de cansaço. Em agosto do ano passado, Bolsonaro ensaiou trocá-lo, mas a oposição de Moro e a forte reação de setores políticos e da sociedade civil o fizeram recuar do movimento.

Um dos nomes mais cotados para assumir a PF na vaga de Valeixo é o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Ele liderou a equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.

Já para a vaga de Moro dois nomes aparecem com destaque: André Mendonça, da Advocacia-Geral da União (AGU), e Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

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