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Eleições em Moçambique: Confrontos entre membros do MDM e da FRELIMO

Á esquerda, membros e simpatizantes do MDM e do lado oposto membros e simpatizantes da FRELIMO (DR)

DW África

No sul de Moçambique, na cidade de Chokwé, província de Gaza, duas pessoas ficaram feridas na sequência de confrontos entre membros e simpatizantes do MDM e da FRELIMO.

Os confrontos com recurso a pedras e paus ocorreram na manhã desta segunda-feira (30.09.) quando em plena campanha eleitoral, o candidato presidencial pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) Daviz Simango em contato interpessoal no mercado ″Sentabaixo″ tentava convencer os eleitores para votarem nele e no seu partido. A polícia ao tentar dispersar os membros do MDM e da FRELIMO que entraram em confronto físico, disparou alguns tiros para o ar.

Na altura, Daviz Simango disse que não há necessidade da polícia desperdiçar balas numa festa que se quer democrática, quando há em Moçambique crianças sem comida, carteiras e medicamentos.

“Estas forças de defesa e segurança não precisavam de disparar… deviam era prevenir que isto acontecesse, mas felizmente todo o mudo está a aderir a nossa marcha, vamos continuar a trabalhar e a divulgar a nossa mensagem eleitoral. Não tememos as balas, aquilo que o MDM quer é no dia 15 de Outubro ganhar este pais”, destacou Simango.

FRELIMO confirma envolvimento de seus membros

O porta-voz da Frelimo em Chokwé, José Mondlane, confirmou à DW África que os indivíduos que estiveram envolvidos nas escaramuças são membros do seu partido, também em campanha no local, mas diz desconhecer as reais motivações do sucedido.

″Desde que começou a campanha estamos nos bairros e nos mercados a fazer a nossa campanha… naturalmente são camaradas que estavam no exercício porta a porta interpessoal. Estando os nossos membros a fazer campanha exaltando o nosso candidato e o partido eles também estavam a fazer a sua campanha. Mas não sei o que realmente aconteceu”.

Polícia esclarece

Por seu turno, o Comandante Distrital da PRM (Polícia da República de Moçambique), Aníbal Jamal, explicou que a corporação tinha conhecimento da caça ao voto por parte dos dois partidos no local, mas em horas diferentes. E a coincidência não prevista precipitou a confusão numa altura que elementos da polícia estavam posicionados no exterior do mercado.

″Quando nos apercebemos que estava a ocorrer alguma agressão física entre as partes a polícia tentou evitar o pior e registaram-se alguns disparos para amainar os ânimos e repor a ordem. Foi assim que conseguimos controlar a situação… temos conhecimento que duas pessoas (membro e simpatizante da FRELIMO), sofreram ferimentos, mas não foi uma situação gravosa

Entretanto, a técnica em serviço no banco de socorro do Hospital Rural de Chokwé, Madalena Sevene, confiou à nossa reportagem que a unidade sanitária não recebeu nenhum ferido vítima dos confrontos ocorridos esta manhã no mercado.

Vários casos de violência

Recorde-se, que na semana passada a Comissão Nacional de Eleições de Moçambique (CNE) e várias organizações da sociedade civil manifestaram preocupação com os casos de violência e em alguns casos de perda de vidas humanas que têm marcado a campanha para as eleições gerais de 15 de Outubro.

Segundo dados divulgados também na semana passada pela plataforma de observação eleitoral Sala da Paz, durante os primeiros 26 dias da campanha, foram registados acidentes de viação que resultaram em pelo menos 32 mortos e 191 feridos, dois assassinatos, 15 casos de agressão física, 12 casas incendiadas, para além da danificação de viaturas.

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