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Lava Jato mira gerentes do BB suspeitos de impedir alertas ao Coaf

Agência do Banco do Brasil, em Brasília (DF) - 21/11/2016 (Marcelo Camargo/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 27, a 66ª fase da Operação Lava Jato. O objetivo é aprofundar as investigações a respeito da atuação de quatro gerentes do Banco do Brasil (um deles já ex-funcionário) suspeitos de colaborarem com operadores financeiros para facilitar a realização de centenas de operações de lavagem de dinheiro entre os anos de 2011 e 2014.

De acordo com o Ministério Público Federal, o total movimentado ilegalmente supera os 200 milhões de reais, por meio de transferências bancárias a partir de contas mantidas por uma organização criminosa. Parte significativa do valor foi convertida em espécie para o pagamento de propinas por empreiteiras que praticaram corrupção contra a Petrobras. A produção do dinheiro envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo.

Segundo a VEJA, Durante a investigação foram obtidos documentos trazidos por colaboradores que indicaram que determinado doleiro teria sido responsável por produzir pelo menos 110 milhões em espécie para viabilizar o pagamento de propinas. A nova fase, denominada Alerta Mínimo, cumpre sete mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e um em Natal. As medidas foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

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