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João Lourenço promete balanço dos dois anos de mandato “com factos e números”

"O que não se fez em 44 anos ninguém pode esperar que se faça em dois. Seria ingenuidade", disse o Chefe de Estado numa entrevista concedida aos jornalistas angolanos que o acompanharam a Nova Iorque. (DR)

O Presidente da República, João Lourenço, anunciou que vai apresentar, nos próximos dias, “com factos e números”, o balanço do que foram os primeiros dois anos do seu mandato, completados a 26 deste mês, antecipando, no entanto, que “em dois anos não se fazem milagres” apesar de reconhecer que “são legítimas as reclamações de alguns sectores da sociedade que não viram ainda concretizadas as suas expectativas de vida”.

“O que não se fez em 44 anos ninguém pode esperar que se faça em dois. Seria ingenuidade”, disse o Chefe de Estado numa entrevista concedida aos jornalistas angolanos que o acompanharam a Nova Iorque.

De acordo com o NJOnline, citado pelo Jornal de Angola, o Presidente da República afirmou que “não basta apregoar aos quatro ventos o combate à corrupção, é necessário a existência de uma efectiva e proporcional punição”, lembrando, no entanto, que “é preciso não descurar que existe corrupção em todos os países do mundo”.

“O importante é que não haja impunidade, que aqueles que se aventurarem nestes caminhos tenham uma efectiva punição”, disse.

Questionado sobre o que os angolanos podem esperar do Governo nos próximos três anos de mandato, João Lourenço disse que espera um melhor desempenho económico, uma maior participação do sector privado na diversificação dos produtos de exportação.

O Chefe de Estado disse ainda esperar que o País não dependa apenas do petróleo e dos diamantes e possa baixar as taxas de desemprego, contando, para isso, com o investimento privado.

“Uma maior participação do sector privado na economia. Que nos próximos três anos consigamos baixar, consideravelmente, as taxas de desemprego que todos nós conhecemos”, afirmou, destacando a atenção que o Governo tem dado para impulsionar o crescimento do sector privado, retirando, do Estado, a concentração da economia, e deixando essa tarefa “aos homens de negócios, nacionais e estrangeiros”.

“E isto não é apenas discurso. Nós anunciámos, há relativamente pouco tempo, uma linha de financiamento de um banco europeu, num valor considerável para o sector privado nacional. Isto é um sinal muito claro do que nós esperamos do nosso sector privado. Pretendemos que ele cresça e ocupe o seu espaço”, sublinhou João Lourenço.

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