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PR reafirma empenho na redução do desemprego

(EPA/ALEXEI DRUZHININ / SPUTNIK / KREMLIN POOL / POOL MANDATORY CREDIT)

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou quarta-feira, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, que o Executivo está empenhado na redução da taxa de desemprego e na melhoria do ambiente de negócios no país.

O Presidente João Lourenço, que celebra hoje o seu segundo ano à frente dos destinos do país, augura por uma Angola melhor em termos de desempenho económico e maior participação do sector privado na economia.

O Chefe de Estado angolano falava à ANGOP, TPA, RNA e ao Jornal de Angola, à margem da 74.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque.

Referiu que o Executivo tudo está a fazer para melhorar as condições sociais dos cidadãos e que as reformas económicas em curso no país começam a surtir efeitos positivos.

Disse ter consciência de que a situação social no país ainda não é das melhores e muita coisa há por se fazer.

“É normal que haja reclamações, porque nem tudo está feito. O que não se fez em 44 anos ninguém pode esperar que se faça em dois, isso seria ingenuidade”, observou.

Afirmou que, durante os dois anos de governação, o Executivo priorizou, fundamentalmente, o combate à corrupção, impunidade e apostou na diversificação da economia.

Disse que o Estado está a dar mais espaço ao sector privado em detrimento do sector público, que até aqui tem “abocanhado” uma boa fatia da economia nacional.

“Estamos a começar agora o sentido inverso, em que o sector público se vai retirando gradualmente e o sector privado vai entrando também gradualmente”, sustentou.

A esse respeito, lembrou que o Governo negociou, recentemente, uma linha de financiamento de um banco europeu, no valor de um mil milhão de dólares, para o sector privado nacional.

“Isto é um sinal muito claro do que esperamos, para que o sector privado cresça e ocupe o seu espaço”, sustentou.

Acabar com a impunidade

Na breve entrevista concedida numa das unidades hoteleiras em Nova Iorque, o Chefe de Estado angolano disse ser necessário trabalhar arduamente para não haver impunidade no país.

Reconheceu que a corrupção existe em praticamente todos os países do mundo, “mas a diferença é quando há corrupção e há impunidade, ou seja, não acontece nada a quem se mete nesta aventura”.

Reafirmou que o Estado, no seu todo, em particular os órgãos de justiça, vão continuar a ir atrás de casos de corrupção que sejam conhecidos.

Participação positiva na Assembleia Geral da ONU

João Lourenço considerou positiva a sua participação na sessão da Assembleia Geral da ONU, onde, para além do Debate Geral propriamente dito, estabeleceu contactos com representantes da alta finança dos Estados Unidos da América (EUA), no quadro dos esforços do Executivo, para mobilizar investimentos no país.

“Tivemos uma agenda de trabalho bastante intensa, que não se limitou apenas na participação propriamente dita na sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas”, sublinhou.

Indicou que, à margem do magno evento, estabeleceu também encontros com homens de negócios, fazedores de opinião e com políticos da câmara das Relações Exteriores dos EUA.

Disse que aproveitou o certame para passar a mensagem sobre as reformas económicas em curso no país e apelou ao investimento privado estrangeiro, em especial o norte-americano.

Durante a sua estada em Nova Iorque, João Lourenço reuniu-se com o presidente do Banco Mundial (BM), David Malpass, e com representantes de bancos e instituições financeiras de primeira linha dos EUA.

Agradeceu à contribuição do BM pelo financiamento de projectos sociais no país, avaliados em 1.3 mil milhões de dólares e pela instalação, em Outubro deste ano, em Angola, do escritório do IFC, a maior instituição de desenvolvimento global focada para o sector privado.

“Estamos à procura de investimento privado, quer nacional, quer estrangeiro, e acho que estamos no bom caminho”, disse o Titular do Poder Executivo.

Reafirmou, igualmente, a necessidade da diversificação dos produtos de exportação que não se devem limitar apenas ao petróleo e ao diamante.

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