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Investimento condiciona deslocação de fábrica de fertilizantes

Angop

O director executivo da unidade processadora de fertilizantes de Benguela (FertiÁfrica), Malik Charaniya, afirmou esta terça-feira, nesta cidade, ser “quase impossível” proceder a deslocação do projecto nesta altura para outra zona, por ter sido já feito um investimento de cerca de usd 20 milhões.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, sobre a construção da unidade fabril junto a uma zona habitacional (bairro da Garça), referiu que para a deslocação do projecto são necessários cerca de seis milhões de dólares norte-americanos.

“Por enquanto, não há possibilidade de se fazer a deslocação da fábrica, porque já foi feito um investimento avultado. Gastar mais usd seis milhões é de momento insustentável”, referiu.

Malik Charaniya disse que a fábrica tem praticamente a sua infra-estrutura concluída.

Por seu lado, o director técnico e comercial da empresa Resurb-Ambiente, contratada para fazer a consultoria ambiental, Filipe Cambão, esclareceu que o processo produtivo não vai recorrer a nenhuma reacção química, consistindo apenas num processo físico de mistura, recorrendo a água para produção do granulado, tendo em conta as diferentes propriedades de pressão e temperatura para posterior ensacamento e armazenamento.

O especialista acrescentou ainda que as principais actividades da unidade fabril serão relacionadas com a produção de adubos a base de azoto, fósforo e potássio, recorrendo a mistura mecânica das matérias-primas.

“ A avaliação que foi feita sobre o impacto ambiental ainda está em curso pela entidade de tutela e o que está a ser feito nesta apresentação é considerar a fase de exploração”, disse.

Explicou ainda que o mais importante são as medidas de mitigação da unidade, como a limpeza efectuada a seco, desempoeira, sistema de racionalização de consumo de água, colocação de caudalímetros, áreas técnicas e produtivas, que serão devidamente impermeáveis, e os produtos químicos e combustíveis armazenados em bacias de contenção dimensionadas, com fossas sépticas estanques e separador de hidrocarbonetos (SHC).

Segundo o consultor, a unidade vai criar 120 postos de trabalho directos e indirectos, bem como garantir a implementação das melhores técnicas disponíveis, a redução das importações de fertilizantes e aumento de rentabilidade dos agricultores.

A empresa FertiÁfrica foi criada em Fevereiro de 2018 e tem como objectivo a produção de fertilizantes através de misturas de matérias-primas, granulação, ensacamento, armazenamento e sua comercialização.

O empreendimento, localizado junto a Estrada Nacional nº 100, no bairro da Graça, Zona F, município de Benguela, possui uma licença de construção provisória com o prazo de um ano, que termina em Dezembro.

O Tribunal de Comarca de Benguela auscultou os membros da associação OMUNGA e a sociedade civil que interpuseram, em Maio passado, uma providência cautelar na sala do Cível para a suspensão das obras da fábrica de fertilizantes do bairro da Graça, cujo juiz da causa, Adelino Tupita, concluiu a audiência depois da leitura e assinatura, por todos intervenientes, da acta da audiência, ficando de notificar as partes para a sentença final em data não avançada.

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