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Mais de 80% dos filipinos apoiam campanha que já matou 27 mil pessoas

(Reuters)

Mais de 80% dos filipinos sentem-se satisfeitos com a controversa guerra contra as drogas do Presidente Rodrigo Duterte, na qual se estima que mais de 27.000 pessoas morreram no país nos últimos três anos, escreve a RTP que cita a Lusa.

As principais razões para a satisfação de 82% dos inquiridos são a diminuição do número de traficantes e crimes, de acordo com um inquérito a 1.200 pessoas, divulgado no domingo pela consultoria Social Weather Stations.

O estudo aponta ainda que 12% estão insatisfeitos e 6% indecisos.

Em julho passado, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução para investigar as supostas execuções extrajudiciais em operações de drogas e encarregou a alta comissária Michelle Bachelet de preparar um relatório sobre o assunto, a ser apresentado no próximo ano.

O Governo filipino descreveu a resolução como “desrespeitosa” e “motivada politicamente” e chamou de “falsos amigos” os países que votaram a favor, como Espanha, Itália, Reino Unido, Argentina, México, Peru, Uruguai e Islândia.

O embaixador das Filipinas junto do Conselho, Evan Garcia, reagiu à resolução, afirmando que Manila rejeita o texto que tem como base “falsas acusações” e que envereda por “um caminho perigoso, que coloca de lado o diálogo”.

Na resolução do Conselho salienta-se que “desde o anúncio da campanha antidrogas nas Filipinas, em meados de 2016, têm existido denúncias do assassínio de milhares de traficantes e de alegados consumidores de drogas”.

A guerra contra as drogas tem sido uma das bandeiras políticas do Presidente das Filipinas.

Apesar da campanha reunir o apoio de uma boa parte da opinião pública filipina, esta tem merecido a condenação da comunidade internacional face aos relatos de assassínios aleatórios e noturnos cometidos pelas forças policiais (e por agentes à paisana) e da existência de atiradores contratados.

Segundo as autoridades filipinas, 5.300 pessoas foram mortas pela polícia ao abrigo desta campanha, mas as organizações de defesa dos direitos humanos acreditam que este número pode ser multiplicado por quatro.

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