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Praias em Benguela com vigilância reforçada

BANHISTAS NUMA PRAIA (ARQUIVO) (FOTO: ROSÁRIO DOS SANTOS)

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Duzentos e 48 nadadores – salvadores vão garantir a segurança dos banhistas nas praias marítimas e fluviais vigiadas da província de Benguela, a fim de se reduzir os afogamentos durante a época balnear – que arrancou oficialmente hoje e vai até 15 de Maio de 2020.

As praias da Restinga, Compão, Bebé, Campismo, Morena, Km7 e Baía Azul, respectivamente, nos municípios do Lobito, Catumbela, Benguela e Baía Farta são, a par do rio Catumbela, algumas das principais zonas balneares que terão uma presença mais visível por parte dos nadadores-salvadores preparados pelos Bombeiros para salvar banhistas em situação de perigo.

Intervindo na cerimónia de abertura da época balnear 2019/2020, realizada na praia da Restinga, no Lobito, o comandante provincial de Benguela do Serviço de Protecção e Bombeiros, comissário bombeiro Valentim Francisco Xavier, disse ser propósito, para este ano, tornar as zonas balneares cada vez mais seguras e reduzir as mortes por afogamentos.

Anunciou, no entanto, um novo paradigma de asseguramento das praias em Benguela, com o envolvimento não só dos órgãos operativos da Delegação Provincial do Ministério do Interior, como da Marinha de Guerra, Capitania do Porto do Lobito e do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA), para garantir a protecção da vida dos banhistas nas zonas aprovadas para a prática balnear.

O comandante dos Bombeiros acredita que, com esta acção conjunta, será possível alcançar níveis operacionais satisfatórios durante a época balnear, nas praias vigiadas, incluindo as fluviais, e assim incutir nas pessoas a cultura de prevenção e segurança.

Convicto de que há vontade de “fazer o melhor para salvar vidas”, o máximo responsável do SPCB na província de Benguela reconhece que ainda existem dificuldades no dia-a-dia, apesar de admitir que os efectivos não perdem tempo a olhar para esses empecilhos quando o assunto é assistência a banhistas.

Relativamente à época balnear – de 15 de Agosto de 2018 a 15 de Maio de 2019, 48 pessoas morreram na província de Benguela, vítimas de afogamento, sendo 31 em praias, cinco em rios e igual número em valas de drenagem, quatro em lagoas, duas em reservatórios de água e uma num mangal.

Destes, realce para 15 mortes ocorridas em zona marítima vigiada e 16 outras em áreas onde não há protecção. Ainda assim, os nadadores-salvadores puderam salvar 82 pessoas, num total de 130 ocorrências registadas nos dez meses que compreenderam a época balnear.

Razão que leva o comandante dos Bombeiros a pedir para que os banhistas que nesta altura do ano acorrem às praias do litoral colaborassem mais, sensibilizando-os para a necessidade de acatarem as instruções de segurança face ao perigo que correm ao utilizar os locais balneares.

Alguns postos de vigia e bóias salva-vidas estão distribuídos pelo litoral de Benguela, em função das necessidades das praias marítimas e fluviais, a que se junta uma viatura de patrulhamento e apoio aos bombeiros com curso de nadadores-salvadores.

Há, todavia, exemplos de muitas praias sem sinalização de perigo na costa de Benguela. É o caso da Caota, Santo António, Tchipiandalo, Cawango, Palmeirinhas, Chamume e Macaca, onde não há nadadores-salvadores, o que aumenta o risco de afogamento.

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