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Huíla: Autoridades tradicionais querem transparência na execução do PIIM

As autoridades tradicionais da província da Huíla aconselharam neste sábado, no Lubango, as administrações municipais a pautarem por uma gestão transparente e responsável na execução do Programa Integrado de Intervenção Municipal (PIIM), visando responder às reais necessidades das populações.

O orçamento do PIIM para a província da Huíla, escreve Angop, está avaliado 41 mil milhões, 404 milhões, 32 mil e 148 Kwanzas, sendo que mais de oito mil milhões estão destinados ao Lubango e vai atender vários projectos sociais, mormente nos sectores da saúde, educação, águas, reabilitação de 150 quilómetros de estradas.

Os sobas manifestaram tal posição num encontro com a administração municipal do Lubango, onde passou-se informações sobre a execução do Programa Integrado de Intervenção Municipal (PIIM) e os procedimentos jurídicos da Lei de terra.

O “soba-grande” da província, Joaquim Huleypo, disse que a materialização do PIIM a nível dos municípios, deve incidir mais para questões prioritárias, tais como a abertura de mais vias de acesso para transportar alimentos do campo à cidade, e outros factores que pesam para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

O presidente da Associação das Autoridades tradicionais da Huíla (ASSAT), Adriano de Sousa, sublinhou que as administrações locais ao desenvolverem estas acções devem, em primeiro lugar, contactar os sobas e regedores os meandros do programa, para que possam sugerir outras prioridades em prol das comunidades.

“Em nada poderá adiantar o governo levar programas em áreas de menor acessibilidade com grandes investimentos, porque o dinheiro poderá ser gasto desnecessariamente, logo, é necessário que se faça estudos e, consequentemente, a sua execução”, – disse.

Já o administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, afirmou que, no quadro de uma governação aberta e participativa, o governo entendeu partilhar informações sobre a implementação do PIIM, para que esteja mais próximo dos cidadãos.

Segundo ele, o governo pretende ver um bom funcionamento das autoridades tradicionais, para que possam transmitir mensagens de asseguramento da paz, da justiça, da ordem da segurança, do inventivo a produção agrícola, da prevenção de doenças, dentre outros.

Nesta senda, prosseguiu, é impreenchível continuar a manter excelentes relações com as autoridades tradicionais, para o bem-estar dos cidadãos.

“Os sobados tem o poder de levar mensagem às comunidades sobre políticas executadas pelo governo, viradas pelo bem-estar das comunidades, são o centro de toda a organização sobre o qual assenta a estrutura da governação de uma comunidade”, disse.

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