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Snowden defende a divulgação de mensagens da Lava Jato pelo Intercept

O analista de sistemas informáticos Edward Snowden, acusado de espionagem por denunciar a vigilância massiva nos EUA, defendeu hoje, em entrevista à revista Veja, a divulgação das mensagens de procuradores da operação Lava Jato pelo The Intercept Brasil.

“Toda publicação de conversa privada causa algum desconforto, mas acho que ministros, políticos, procuradores e juízes devem estar sujeitos a desconfortos desse tipo. São eles que decidem quem vai para a cadeia, quem é libertado, quem vive ou morre, como será o nosso futuro. Não importa de onde a informação veio. Se ela é de interesse público e verdadeira, que seja divulgada”, defendeu Snowden, quando questionado acerca da polémica no Brasil.

De acordo com a RTP que cita a Lusa, o atual ministro da Justiça e ex-juíz, Sergio Moro, assim como membros do grupo de trabalho da operação Lava Jato estão envolvidos num escândalo, conhecido como “Vaza Jato”, que começou em 09 de junho, quando o The Intercept Brasil e outros ‘media’ parceiros começaram a divulgar reportagens que colocam em causa a imparcialidade daquela que é a maior operação contra a corrupção no país.

Baseadas em informações obtidas de uma fonte que não foi identificada, e entregues ao jornalista norte-americano e fundador do The Intercept Brasil, Glenn Grennwald, estas reportagens apontam que Moro terá orientado os procuradores da Lava Jato, indicado linhas de investigação e adiantado decisões enquanto era juiz responsável por analisar os processos do caso em primeira instância.

Se confirmadas, as denúncias indicam uma atuação ilegal do antigo magistrado e dos procuradores brasileiros porque, segundo a legislação do país, os juízes devem manter a isenção e, portanto, estão proibidos de auxiliar as partes envolvidas nos processos.

Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, por seu turno, negam terem cometido irregularidades e fazem críticas às reportagens do The Intercept e plataformas parceiras, afirmando que são sensacionalistas e usam conversas que podem ter sido adulteradas, acrescentando que foram obtidas através de crime cibernético.

Foi também com o apoio do jornalista de investigação norte-americano Glenn Greenwald, hoje no The Intercept Brasil, que em 2013 Edward Snowden trouxe a público documentos ultrassecretos que deixavam clara a vigilância americana a cidadãos comuns, através de comunicações e internet, escândalo que fez alterar leis em vários países.

Os Estados Unidos acusaram-no de espionagem e apropriação de segredos do Estado.

Com o escândalo, Snowden teve o passaporte cancelado pelos EUA, onde é alvo de uma ação criminal, morando atualmente na Rússia.

Questionado pela Veja acerca dos avanços nas restrições dos sistemas de vigilância desde que revelou o programa norte-americano, Edward Snowden frisou que pouco mudou.

“A União Europeia aprovou o Regulamento-Geral sobre a Proteção de Dados, alguns programas de vigilância foram desativados nos Estados Unidos, mas outros tantos foram criados. Nesse meio-tempo, a Alemanha autorizou formas de vigilância em massa e a China está começando a usar reconhecimento facial indiscriminadamente, até mesmo para verificar quando alguém sai de certas províncias”, disse.

“A boa notícia é que a tecnologia avança. Há pouco tempo, menos da metade das comunicações do mundo era criptografada. Em 2016, chegava a algo em torno de 70%”, acrescentou o analista de sistemas informáticos.

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