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20 mortos e 200 feridos em acidentes rodoviários

Imagem de arquivo (DR)

Jornal de Angola|André da Costa

Vinte pessoas morreram e 200 outras ficaram feridas, em consequência de 141 acidentes de viação registado em seis dias de vigência da “Operação 17 de Setembro”, iniciado no dia 12 deste mês, em várias províncias do país, informou ontem, em Luanda, o porta-voz da corporação.

Falando em conferência de imprensa, realizada no Comando Geral da Polícia Nacional, o comissário Orlando Bernardo explicou que a média diária foi de 28 acidentes por dia no país, referindo que Luanda encabeçou a lista com 36 casos, Huíla 14, Benguela e Cuanza-Sul cada com nove casos.

Cabinda registou três casos, Moxico e Lunda-Sul com dois cada, enquanto que Malanje, Cunene e Lunda-Sul tiveram apenas um acidente. A Estrada Nacional 100 foi a que registou mais ocorrências, que originou a morte de quatro pessoas e 39 feridos.

O porta-voz do Comando Geral da Polícia apontou como causas dos acidentes, a inobservância das normas elementares do Código de Estrada, consubstanciadas na condução em excesso de velocidade e falta de precaução.

Orlando Bernardo disse que durante os seis dias da operação foram interpeladas 6.991 viaturas e 792 motociclos, o que resultaram na apreensão de 317 veículos, 580 motorizadas, por diversas infracções ao Código de Estrada.

Foram ainda apreendidos 627 documentos diversos, entre Carta de Condução, livretes e títulos de propriedade, assim como aplicação de 736 multas.

Informou que durante a operação foram submetidos a testes de alcoolemia a 277 condutores, sendo que 88 ficaram em quarentena por apresentarem taxa de álcool igual ou superior a 1.2 gramas por litro de sangue, que foram cadastrados e libertos depois. Sublinhou que outros dois automobilistas foram detidos por desobediência aos agentes da Polícia de Trânsito em Luanda.

Crimes diversos

O comissário Orlando Bernardo esclareceu que a Polícia Nacional registou, neste período, 913 crimes de natureza diversa em todas as províncias do país e deteve 618 cidadãos, por supostamente estarem implicados em várias acções criminosas.

Nos últimos seis dias, prosseguiu, a Polícia Nacional registou 64 crimes, ao contrário dos 80 que se registava antes da entrada em vigor da “Operação 17 de Setembro”.

Em termos de criminalidade, de acordo com Orlando Bernardo, Luanda surge com 377 crimes, Cabinda e Bengo com sete, e Cunene com três.

Acrescentou que, durante o período em referência, foram detidos outros mil e 248 suspeitos, dos quais 657 nacionais e 591 estrangeiros, sendo 325 em flagrante delito e 149 por mandados de detenção e sequência investigativa.
Na operação, 183 cidadãos foram detidos durante o patrulhamento ostensivo, sendo 24 por violação de fronteira e 567 por estadia ilegal em território nacional, com realce para 443 detidos só no dia 12 deste mês na província do Zaire.

Segundo o oficial da Polícia Nacional foram desmantelados sete grupos de marginais composto por 29 elementos, que se dedicavam à pratica de crimes de assalto à residências, homicídios, roubos de viatura e tráfico de estupefaciente nas províncias do Huambo, com quatro casos, e Luanda com três.

Durante a “Operação 17 de Setembro” foram apreendidas 32 armas de fogo de diversos calibres, dos quais 23 em Luanda, sete na Huíla e uma arma em Benguela.

Foram ainda apreendidas 402 viaturas, das quais 23 roubadas ou furtadas, 632 motociclos, 39 quilogramas de liamba, 21 gramas de libanga e 205 tábuas de madeira. Da estatística consta também três cabeças de gado bovino, igual número de computadores e multicaixas, 26 recargas telefónicas, 318 mil kwanzas e 11.135 litros de combustível.

Orando Bernardo disse que a “Operação 17 de Setembro” permitiu reduzir os índices de criminalidade, sinistralidade rodoviária, resgatar o sentimento de segurança dos cidadãos e proporcionar às populações um ambiente seguro durante as comemorações do Dia do Herói Nacional.

O superintendente-chefe Angelino Serrote, da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, informou que os serviços estarão aberto todos os sábados até que se reduzam as preocupações dos cidadãos relativos à entrega destes documentos.

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