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Líder da França Insubmissa julgado denuncia processo político

RFI | João Matos

França, o líder do partido França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, começou a ser julgado hoje na companhia de 5 outros camaradas, no Tribunal de Bobigny, arredores de Paris, acusados de actos de intimidação, rebelião e provocação contra um magistrado e um policia da judiciária, por ocasião duma rusga à sede do seu partido em 2018. Mélenchon, corre o risco de ser condenado a uma pena de 10 anos de prisão e 5 anos de inelegibilidade.

“Acusar um insubmisso de delito de rebelião é uma forma de pleonasmo”, lançou hoje no Tribunal de Bobigny, arredores de Paris, Jean-Luc Mélenchon, que está a ser julgado com 5 dos seus camaradas, por rebelião e actos de intimidação.

O julgamento de 2 dias começou num clima electrizante, alimentado por ataques repetidos do líder da França Insubmissa contra a Justiça. Ao juiz que lhe perguntava se queria comparecer perante o Tribunal, Jean-Luc Mélenchon, respondeu: “Creio não ter escolha, mas sim”.

Jean-Luc Mélenchon é acusado de actos de intimidação contra um magistrado e um representante da autoridade pública, e ainda de rebelião e provocação, correndo o risco de ser condenado a 10 anos de prisão, uma multa de 150.000 euros e 5 anos de inelegibilidade.

Com ele, compareceram igualmente os deputados Bastien Lachaud e Alexis Corbière, o eurodeputado, Manuel Bompard, o presidente da associação “Era do Povo”, Bernard Pignerol e o assessor de imprensa da França Insubmissa.

Vários militantes e apoiantes do partido França Insubmissa, deslocaram-se ao Tribunal para apoiar moralmente Jean-Luc Mélenchon e seus companheiros.

Mélenchon disse ser vítima de um julgamento político

O chefe de fila da França Insubmissa, o primeiro a ser interrogado, declarou ter tido “um sentimento de humilhação” quando o juiz do Tribunal, Benoît Descoubes fez a demonstração da materialidade da acusação no seguimento dos incidentes por ocasião da rusga da polícia à sede no partido a 16 de Outubro de 2018.

Jean-Luc Mélenchon, acrescentou, que eram as instalações da sede do partido que estavam a ser investidas pela procuradoria e a judiciária e que “nunca se sentiu acima das leis.”

O líder da França Insubmissa, recordou ainda que teve medo de perder o arquivo dos seus 500.000 militantes inscritos no partido, evocando “a responsabilidade moral em relação a aqueles que deram seus nomes e endereços de residência para apoiar a sua campanha presidencial.”

Enfim, neste primeiro dia de processo, Jean-Luc Mélenchon, disse uma vez mais ser vítima de um julgamento político sublinhando não falar de conluio mas de efeito de sistema”.

O Tribunal de Bobigny, continua a ouvir amanhã os camaradas de Partido de Jean-Luc-Mélenchon.

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